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05/08/2015 - 16h29m

60 anos sem Carmen Miranda, ícone luso-brasileiro da música

Agência Hoje  
Reprodução

São Paulo (Agência Hoje/Isabela Guiaro) - No dia 5 de agosto de 1955 a cantora e atriz luso-brasileira Carmen Miranda falecia, vítima de um colapso cardíaco causado pelo uso abusivo de álcool, cigarros e uma substância química conhecida como ácido barbitúrico, em sua em Beverly Hills, nos Estados Unidos.

Maria do Carmo Miranda da Cunha, como era seu nome verdadeiro, nasceu no dia 9 de fevereiro de 1909 na cidade de Marco de Canaveses, em Portugal. Veio junto de sua família para o Brasil com apenas 10 meses de idade e foi criada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Ganhou o apelido de “Carmen” de seu tio Amaro, que amava óperas, em especial a de mesmo nome, escrita pelo francês Bizet.

Início da carreira

Seu primeiro emprego foi aos 14 anos, em uma loja de gravatas, de onde foi demitida por passar o tempo cantando. Em 1929, conheceu o compositor Josué de Barros, que ficou encantado com seu talento e passou a promovê-la em editoras e teatros.

Desde então começou a gravar alguns sucessos, como “Não Vá Sim'bora”, “Se O Samba é Moda”, “Pra Você Gostar de Mim” e “Triste Jandaia”, e a aparecer em alguns filmes, como “O Carnaval Cantado” e “A Voz do Carnaval”, ambos de Adhemar Gonzaga, e “Alô, Alô, Brasil”. Também obteve contratos com emissoras de rádio e, depois de seu grande sucesso na América Latina, passou a ser chamada de “Pequena Notável”, pela sua estatura baixa.

Gravou com Ary Barroso, Benito Arqueirantes, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e Assis Valente e, em 1937, assinou contrato com a TV Tupi. Continuou a fazer filmes brasileiros até 1939, com “Banana da Terra”, no qual ela interpretou a canção “O que é que a Baiana tem?”, utilizando a famosa roupa com turbantes, sandálias altas e pulseiras. Em uma de suas apresentações dessa música, o produtor norte-americano Lee Shubert, dono da Select Operating Corporation resolve contratá-la para seu espetáculo “The Streets of Paris”.

Nos Estados Unidos

O estilo de Carmen Miranda caiu na graça do público dos Estados Unidos, fazendo com que a cantora consolidasse sua carreira no país. Seu primeiro filme foi “Serenata Tropical”, lançado em 1940. Em 1945, ela já era a mulher mais bem-paga de Hollywood. Fez ainda mais alguns longas como “Entre a Loira e a Morena” e “Copacabana”.

Em 1941, a atriz teve suas mãos gravadas no cimento da calçada do Teatro Chinês, em Los Angeles, sendo a única pessoa luso-brasileira a conseguir este feito. Anos mais tarde, em 1960, ganhou uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood.

Últimos passos

Desde o início da carreira Carmen utilizava várias substâncias químicas, tornando-se dependente de medicamentos. Em dezembro de 1954 retornou ao Brasil e ficou quatro meses internada para realizar o tratamento de desintoxicação. Embora tenha melhorado, ainda não havia deixado completamente de usar os remédios.

Em abril de 1955 estava em tour pelos Estados Unidos e Cuba, e já havia voltado a fumar, beber e utilizar o ácido barbitúrico. No dia 4 de agosto recebeu alguns amigos em casa e, durante a madrugada, subiu para dormir. Na manhã seguinte foi encontrada morta por sua mãe, em decorrer de um ataque cardíaco.

 

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