São Paulo, SP, 16/10/2018
 
28/07/2016 - 15h50m

A curiosa história do MASP, museu querido dos paulistanos

Agência Hoje/Parte 1 
Museu de Arte de São Paulo - MASP
Por The Photographer - Obra do próprio, CC0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=378122
Por The Photographer - Obra do próprio, CC0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=378122
  • Vista geral das obras em exposição
  • Escadaria de acesso ao salão de exposição
  • Os quadros são expostos em vidros de cristal temperado fixados em bases de concreto aparente
  • Cada obra possui a sua identificação na parte posterior

São Paulo (Agência Hoje) - É sempre tempo para conhecer e desfrutar dos programas culturais que São Paulo oferece. Um dos passeios mais atraentes e agradáveis na cidade é, sem dúvida, a visita a um dos museus. Dentre todos, o Museu de Arte de São Paulo aponta como um dos favoritos do público.

Localizado na Avenida Paulista, coração da tradição paulistana, o MASP abriga cerca de 8 mil obras trazidas de todo o mundo e uma vasta biblioteca especializada em arte.

Além das obras de arte brasileiras a partir do século XVII, o acervo é formado principalmente por obras francesas e italianas, seguidas pelas espanholas, portuguesas, flamengas, holandesas, inglesas e alemãs, além de arte norte e latino-americanas, africana e asiática.

História do MASP

A história do MASP começou quando Assis Chateaubriand, que era grande empresário da área editorial e de comunicações, além de grande visionário, entendeu que era preciso formar um museu de nível internacional no Brasil.

Convidou para essa missão Pietro Maria Bardi, colecionador italiano e grande conhecedor de arte. Atendendo ao convite, Pietro Maria Bardi mudou-se para o Brasil com sua mulher, a arquiteta Lina Bo Bardi.

A formação do acervo foi iniciada através da influência de Chateaubriand, que conseguia doações de empresários para aquisição de obras de arte. Era tempo de pós-guerra e muitas obras de arte estavam mudando de mãos na Europa, por causa da crise de então.

Pietro Maria Bardi, especialista no mercado de arte, atuava de forma a montar um acervo de qualidade, identificando as obras que deveriam ser adquiridas, enquanto Chateaubriand providenciava meios para a aquisição.

Início do museu

A fundação do MASP foi em 2 de outubro de 1947 e nessa época ocupava um andar do prédio dos Diários Associados, de propriedade de Assis Chateaubriand, no Centro de São Paulo.

O espaço, que havia sido reformado por Lina, abrigava, além da exposição de obras de arte, mostras de artistas nacionais e estrangeiros, cursos de história da arte, apresentações de música, teatro e cinema.

Três anos depois da fundação, o MASP já ocupava quatro andares do Edifício Guilherme Guinle. Nessa época o museu recebeu grandes exposições e foram iniciados novos cursos e seminários, trazendo gravura, fotografia, desenho industrial, moda, cinema, teatro à cena cultural do país.

Projeto da nova sede

Por volta da década de 50, com o crescimento do acervo e das atividades do MASP, surgiu a necessidade de um espaço maior. Existia um terreno, na avenida Paulista, que havia sido doado à prefeitura quando da abertura avenida, porém com a condição de que a vista, através do vale da avenida Nove de Julho, fosse preservada no sentido do centro da cidade.

Lina negociou a concessão do terreno com o prefeito da época e conseguiu a permissão para construir a nova sede do MASP no local. Para atender à exigência feita pelo doador do terreno, a arquiteta projetou um edifício com enorme vão livre de 74 metros por 8 metros de altura, que permite ampla visão da avenida Nove de Julho, tornando-se um dos cartões postais da cidade.

O arrojado projeto teve como engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, especialista em concreto protendido, que anos depois veio a ser prefeito de São Paulo. A construção, composta por um volume no subsolo e outro elevado, com aproximadamente 10 mil metros quadrados, abriga espaços para exposições, biblioteca, fototeca, filmoteca, videoteca, dois auditórios, restaurante, loja, oficinas, ateliê, espaços administrativos e de reserva técnica.

As obras do MASP, segundo o projeto de Lina Bo Bardi, ficam expostas em lâminas de cristal temperado fixadas em bases de blocos de concreto aparente, uma inovação para a época. A identificação das obras encontra-se fixada na parte de trás de cada uma, levando o observador a uma visita dinâmica e interativa.

A nova sede do MASP ficou pronta em novembro de 1968 e recebeu a exposição A mão do povo brasileiro, organizada por Lina, cujo tema era a cultura popular. O evento contou com a presença da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, responsável pelo discurso de inauguração. Assis Chateaubriand, que faleceu em abril de 1968, não teve a oportunidade de ver inauguração da nova sede do museu.

(Continua)

Serviço

Endereço: Avenida Paulista, 1578 - CEP 01310-200 Bela Vista – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3149 5959

Horários: Terça a domingo: 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)

Quinta-feira: 10h às 20h (bilheteria até 19h30)

Ingressos:

R$25 (entrada)

R$12 (meia-entrada)

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras.

O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.

Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam meia entrada.

Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.

O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Acessível a deficientes, ar condicionado, classificação livre.

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