São Paulo, SP, 23/09/2019
 
13/07/2014 - 06h15m

Alemanha de Schweinsteiger decide hoje Copa do Mundo contra Argentina de Messi

Agência Hoje* 
Agência Brasil/Marcello Casal Jr
Confiante, Schweinsteiger acredita em vitória da Alemanha contra seleção argentina
Confiante, Schweinsteiger acredita em vitória da Alemanha contra seleção argentina

Rio de Janeiro (Agência Hoje) - As seleções da Alemanha e da Argentina se enfrentam hoje, 13, no Maracanã , às 16h, para decidir quem fica com o título de campeão da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Os alemães levam um ligeiro favoritismo, mas o jogo promete ser equilibrado, com marcação dura e muita garra.

Apesar dos 7 a 1, a maioria absoluta dos torcedores brasileiros escolheu ficar do lado dos alemães, sempre muito simpáticos no tratamento com as pessoas e a própria seleção brasileira. Os argentinos, vizinhos e rivais de muitos anos, perdem em apoio à medida em que exageram nas provocações por onde passam.

O técnico Joachim Löw e o destaque Schweinsteiger aproveitaram as últimas entrevistas para exaltar a evolução dos jogadores alemães. Para eles, mesmo sendo jovens, já demonstram maturidade para enfrentar grandes disputas, como a final de uma Copa do Mundo. "Foram treinados para isso, desde crianças. Estão preparados e bem disposos", disse Löw.

Escolas de Futebol

Os dois gostam de falar sobre a evolução do futebol e dos jogadores alemães nos últimos anos. Segundo eles, independentemente do resultado da partida deste domingo, sua seleção, a mais nova entre as quatro melhores desta Copa, com média de idade de 26,3 anos, tem um futuro promissor.

“Temos jogadores que estão jogando em ótimos times e também temos jogadores mais jovens que têm excelentes oportunidades e, certamente temos o potencial para conseguir jogando no topo durante vários anos”, disse. “Nosso time amadureceu nos últimos meses e durante a competição. Avançamos cada vez mais e, mesmo que percamos, o que não acredito, ficaremos decepcionados, claro, mas esse time alemão tem futuro”.

O técnico também revelou que os alemães estudam o futebol de várias partes do mundo, além de suas fronteiras, como a Copa América, com equipes sul-americanas, para identificar novidades, e países como a Holanda, que, apesar de pequenos, revelam bons jogadores. “Olhamos para além das fronteiras para aprender com outras escolas do futebol”.

Schweinsteiger ressaltou que vários jogadores da seleção disputaram a última Copa e também adquiriram mais experiência em grandes campeonatos. “Vemos a mudança individual em cada jogador, vemos que os talentos deles realmente melhoraram”, disse.

Para o craque, a Alemanha rejuvenesceu, com os trabalhos de Jurgen Klinsmann e Löw no comando da equipe, após o fracasso no Campeonato Europeu de 2004, quando não conseguiu passar da fase de grupos. “Depois, criamos jogadores como Müller, Kross, Mario Goetze e, agora, estamos colhendo os frutos desse investimento”.

Messi, Di Maria e Mascherano

Em relação ao adversário de amanhã, Schweinsteiger considera a Argentina um time excelente que merece estar na final. “A Argentina tem jogadores excelentes, como Messi, Dí Maria e Mascherano, que foi o líder dessa matilha de lobos. Ele segurou o ataque do Arjen Robben naquela dividida para evitar o gol. Sabemos a atitude que tem pelo seu país. Não vai ser fácil”, disse.

Na opinião de Löw o rival conta com vários jogadores que fazem diferença. “A Argentina mostrou atuações organizadas, uma defesa melhor do que em 2010. Esse time não depende só do Messi. Tem Higuaín, Dí Maria, Aguero”, disse. Apesar das qualidades argentinas, o técnico está confiante em um belo espetáculo com vitória alemã.

“Vai ser uma final fascinante, disputada”, disse Löw. “Mas temos a autoconfiança necessária, com base nos últimos jogos, e, se soubermos explorar nossos pontos fortes, podemos ganhar”.

Schweinsteiger disse que sempre acreditou na qualidade dos jogadores da equipe e agradeceu pelo chefe ter feito as escolhas certas e dado tempo para a sua recuperação durante o torneio, depois de chegar contundido no Brasil. Agora, para ele, o objetivo é manter a mente focada apenas no futebol.

“Estamos ansiosos sim, por uma alegria que estamos prevendo, mas não há pressão. São muitos os jogadores que já jogaram finais importantes e que sabem lidar com isso. Temos que focar no que é essencial”.

Por fim, Löw disse que a equipe sabe que pode entrar para a história como a primeira da Europa a conquistar uma Copa no Continente Americano e que isso “poderia ser uma alegria a mais”, e também espera decidir a partida no tempo regulamentar, apesar de já ter uma análise das tendências e preferências de cada jogador argentino nas cobranças de pênaltis. “A decisão de pênaltis depende de muitas coisas e esperamos decidir antes”.

TÉCNICO DA ARGENTINA ACREDITA NA VITÓRIA E PROMETE MUITA GARRA

Rio de Janeiro (Agência Brasil/Danilo Macedo) - O técnico argentino Alejandro Sabella disse neste sábado (12), em coletiva de imprensa na véspera da final contra a Alemanha, que o feito conquistado tem um peso maior por ser no Brasil, seleção que conquistou mais títulos mundiais. Sabella, que na época de jogador defendeu o Grêmio, disse que quando a Argentina foi campeã pela última vez, em 1986, ele estava no Brasil, e espera que a coincidência se repita.

“O feito de estar em uma final de Copa do Mundo, representando o meu país, é uma das maiores satisfações em nível profissional e também pessoal. Sendo no país mais vencedor da história do futebol é um feito maior. Sempre fui muito respeitoso e um grande admirador do futebol brasileiro. São os maiores ganhadores de copas do Mundo. Então, chegar à final da Copa no Brasil é um feito que nos orgulha mais”, disse.

Sabella também reconheceu que há semelhança entre a atual equipe e a de 1986, que era forte, mas se diferenciava, principalmente, por ter um jogador muito acima da média, como era o caso de Maradona, e hoje, de Messi. Para vencer a Alemanha amanhã, no entanto, o treinador disse que sua equipe precisa fazer um jogo perfeito.

“Temos que fazer uma grande partida, ocupar os espaços e ocupá-los muito rápido, não podemos perder a bola”, disse, descrevendo o rival como um time muito equilibrado.

Jogadores Evoluíram

Em relação à presença do craque Di María, na partida, Sabella disse que ele passaria por um último teste ainda hoje para saber se tem condições de atuar na final. “Hoje é um dia fundamental para saber como ele evoluiu”, disse. Di María, que se lesionou na partida das quartas de final contra a Bélgica, foi um dos principais responsáveis pela campanha argentina, por formar um meio campo equilibrado, sólido e com grande resistência física, como o técnico define.

Quanto ao seu futuro na seleção, Sabella, que teve sua saída dada como certa nos últimos dias, afirmou que ainda não conversou com ninguém sobre o assunto, e disse que sua decisão agora é irrelevante perto da importância da final. O treinador disse que ele e sua equipe estão muito satisfeitos com a melhora da seleção, por poder dar alegria ao povo argentino, e darão o máximo de si.

“Quero dizer que vamos dar o máximo de nós, como temos feito sempre, por meio da humildade, do sacrifício, do trabalho, da sensibilidade. Como sempre digo, é dar antes de receber, perdoar antes de exigir, entregar-se pelo outro, e vamos fazer tudo para garantir que a Argentina volte a ser campeã. Vamos nos empenhar pelo companheiro, pela Argentina, pelo futebol”, sentenciou.

* Com informações da Agência Brasil

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