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02/06/2015 - 17h51m

Após sequência de escândalos de corrupção na Fifa, Joseph Blatter renuncia à presidencia

Portal EBC 

São Paulo - O presidente da Uefa, o francês Michel Platini, considerou nesta terça-feira (2) que a renúncia do suíço Joseph Blatter à presidência da Fifa foi a “medida mais acertada”, mas também “difícil” e “corajosa”.

“Foi uma decisão difícil, corajosa e a medida mais acertada”, disse Platini, em uma pequena nota publicada pela Uefa.

O suíço Joseph Blatter colocou o cargo de presidência da Fifa à disposição, na sequência do escândalo de corrupção que abala a entidade máximo do futebol, e anunciou a convocação de um congresso extraordinário para eleição de um sucessor.

O dirigente suíço anunciou sua renúncia quatro dias depois de ser reeleito para um quinto mandato na presidência da Fifa, que aconteceu depois das prisões de sete dirigentes do organismo, na quarta-feira. Blatter, de 79 anos, ocupava o cargo desde 1998 e já disse que não será candidato.

Antes da votação, Platini já tinha publicamente pedido a saída de Blatter, em virtude das detenções que decorreram pouco antes do último congresso da Fifa e que lançaram um escândalo de corrupção no organismo máximo do futebol mundial.

Na manhã da última quarta-feira (27), policiais suíços prenderam, em Zurique, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, e mais seis dirigentes esportivos da Fifa: Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. No final da tarde do mesmo dia, o ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner entregou-se às autoridades de Trinidad e Tobago, na América Central, mas foi liberado após pagar fiança de US$ 400 mil. O paraguaio Nicolás Leoz, também indiciado, teve prisão domiciliar decretada pela Justiça de seu país.

Nove dirigentes da Fifa e cinco empresários esportivos de várias nacionalidades – entre eles os sete já presos - foram denunciados à Justiça norte-americana, suspeitos de cobrar propinas ao negociar contratos de direitos de transmissão de jogos organizados pela Fifa ou por entidades a ela associadas. As autoridades norte-americanas também investigam indícios de fraude na escolha dos países-sede das duas próximas Copas do Mundo (Rússia, 2018, e Catar, 2022). Segundo a Promotoria de Justiça de Nova York e o FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos), o esquema pode ter movimentado pelo menos US$ 150 milhões (mais de R$ 470 milhões) em mais de duas décadas.

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