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28/12/2015 - 11h15m

Após vistoria, instituto conclui que Estação da Luz precisa de mais obras antes da reabertura

Agência Brasil/Daniel Mello 
Bombeiros do Estado de São Paulo
Técnicos estiveram no local para avaliar as condições da edificação depois dos reparos emergenciais
Técnicos estiveram no local para avaliar as condições da edificação depois dos reparos emergenciais

São Paulo - Após vistoria na tarde de domingo (27), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) recomendou a realização de novas obras na Estação da Luz, no terminal de trens, que fica na região central da capital paulista, no mesmo prédio do Museu da Língua Portuguesa, destruído por um incêndio na segunda-feira (21). Técnicos do órgão estiveram no local para avaliar as condições da edificação depois dos reparos emergenciais.

A vistoria estava inicialmente prevista para esta segunda-feira (28). Porém, como essa primeira etapa das obras foi concluída mais rápido do que o esperado, os técnicos anteciparam a visita. Entre as recomendações estava a retirada de escombros e o escoramento de paredes.

“Nós verificamos que há mais pontos fragilizados e pedimos para reforçar mais alguns pontos”, disse um dos técnicos do IPT, que participou da vistoria, José Theóphilo Leme de Moraes. Segundo ele, com a limpeza de parte das áreas afetadas foi possível detectar novos riscos à estrutura.

O laudo do IPT serve de base para a Defesa Civil Municipal e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidirem pela reabertura da estação. O terminal é ponto final de duas linhas de trens metropolitanos. Em uma parte não atingida pelo incêndio funciona ainda a interligação com dois ramais de metrô, que continuam funcionando normalmente.

Um dos trabalhos que continuará sendo feito agora é o chamado atirantamento, quando paredes opostas são amarradas com cabos de aço para dar mais sustentação à estrutura. “Amarrar uma parede contra outra parede. Para se houver qualquer tendência [de queda] e um dos lados, uma ajuda outra”, explicou Moraes. O técnico estima que seja necessário pelo menos dois dias para realização dos novos reparos.

Os custos da reforma emergencial estão sendo cobertos pela organização social responsável pelo Museu da Língua Portuguesa. No entanto, o seguro do prédio já foi acionado.

O prédio da Estação da Luz continua interditado e ainda não há previsão de quando voltarão a circular os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Além de afetar o transporte de passageiros, o incêndio causou a morte do bombeiro civil, Ronaldo Pereira da Cruz, de 38 anos, e destruiu toda a área de exposição do Museu da Língua Portuguesa, que recebia a mostra temporária sobre o historiador, antropólogo e jornalista, Câmara Cascudo.

De acordo com a CPTM, os usuários da Linha 7-Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí) devem desembarcar na estação Palmeiras-Barra Funda, onde conseguem acessar a Linha 3-Vermelha, que liga as regiões leste e oeste, passando pelo centro da cidade. Já os passageiros da Linha 11-Coral (Luz – Guaianases – Estudantes) desembarcam na estação do Brás, onde há também conexão com a Linha 3-Vermelha.

O prédio do século 19, um dos marcos históricos e cartão postal da capital paulista, recebia em média 400 mil passageiros para embarques nos trens da CPTM. Já nos três andares do Museu da Língua Portuguesa, foram registradas mais de 300 mil visitas ao longo do ano passado.

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