São Paulo, SP, 21/11/2019
 
07/10/2015 - 12h20m

Artigo 64 - Outubro Rosa traz informações sobre câncer de mama

Agência Hoje/Dra. Silvia Regina Graziani* 
  • Palestra da paciente sobre enfrentamento e autoestima
  • Fisioterapeuta Sheila Ribeiro, que participou do evento
  • Equipe de Oncologia e Mara Girão da Astra Zeneca
  • Paciente desfilando na passarela improvisada
  • Psicóloga Daniele Giamasse e Enfermeira Rosana Pageu
  • Participantes do evento
  • Campanha Outubro Rosa

São Paulo - O movimento “Outubro Rosa” hoje conhecido e comemorado em todo mundo tem como objetivo conscientizar as pessoas em relação a prevenção do câncer de mama através da participação da população, empresas e entidades governamentais, o qual promovem atividades relacionadas a conscientização do câncer de mama e nos últimos anos, tem contado com a participação das próprias pacientes que passaram ou estão passando pelo processo de tratamento oncológico.

O laço da cor Rosa simboliza a luta mundial do Câncer de mama e deu início no ano de 1990, promovido pela Fundação Susan G. Komenque realizou na cidade de Nova York a primeira corrida contra o Câncer de mama nos Estados Unidos.

Após essa ação, deu início a campanhas isoladas para a realização de mamografia no mês de outubro, que posteriormente foi aprovado pelo Congresso Americano e o mês de outubro passou a ser oficialmente o mês de prevenção do câncer de mama no país, com o objetivo de se obter o diagnóstico precoce da doença, pois as chances de cura são muito maiores.

Para sensibilizar a população da campanha muitas cidades enfeitavam monumentos com laço cor de rosa e iluminavam praças e outros locais públicos com lâmpadas cor de rosa.

Após, foram surgindo campanhas com a participação das pacientes, como as corridas contra o câncer em que participavam pacientes oncológicas. Hoje é um movimento muito popular em todo mundo e motiva diversos países para esta campanha.

No Brasil, a campanha foi iniciada na cidade de São Paulo em outubro de 2002, onde mulheres simpatizantes da campanha internacional e apoio de empresas privadas fizeram a iluminação do Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista que é o Obelisco do Ibirapuera, na cor de rosa.

Em outubro de 2008 foi iluminado o maior símbolo nacional, o Cristo Redentor de braços abertos no Rio de Janeiro.

A partir dai vários locais públicos de destaque em todas as cidades do Brasil passaram a iluminar seus monumentos públicos com a luz cor de rosa para participação da campanha.

Em 2010 o Instituto Nacional do Câncer – INCA, no Rio de Janeiro, que é a instituição vinculada ao Ministério da Saúde para ações oncológicas passou a participar oficialmente da campanha, onde promove espaços para discussão sobre o controle do câncer de mama, divulga e disponibiliza seus materiais informativos para a sociedade.

Em 2014 a Campanha Outubro Rosa tinha como objetivo:

-Informação sobre o câncer de mama;

-Abordagem sobre mitos e verdades sobre prevenção e detecção precoce da doença;

-Informar sobre benefícios e riscos da mamografia para a detecção precoce da doença, para que a mulher fique mais segura pela decisão do exame médico solicitado.

Acesse AQUI o site do INCA.

A campanha tem se diversificado conforme as necessidades de cada instituição.

O Hospital do Câncer na cidade de Barretos, por exemplo, realiza uma campanha preventiva que além da conscientização, faz o pré cadastramento para as mulheres fazerem o exame de mamografia.

Outras instituições investem em eventos para motivar as pacientes que estão passando por tratamento oncológico.

Considerando-se que a imagem corporal não é apenas uma sensação neurofisiológica, e também está associada ao componente pessoal (experiências pessoais) e social quando se forma a personalidade, o câncer está intimamente focado na ameaça a vida, a integridade e as alterações funcionais do corpo, pois ainda é uma das doenças mais temidas e está mentalmente vinculado a terapias mutiladoras, mudanças nas atividades de vida diária e medo da morte.

O tratamento está intimamente ligado a alteração na imagem corporal, como as mutilações e a perda de uma parte do corpo, como por exemplo a mama, ou está relacionada ao tratamento agressivo como a quimioterapia, que vem à mente a perda de cabelo, indicadores visíveis da doença e desfiguradores da imagem feminina.

Um evento ocorrido em 3 de outubro de 2015 foi direcionado para as pacientes oncológicas do Centro Médico São Gabriel, no bairro da Penha, na cidade de São Paulo.

O evento teve por objetivo de promover a auto-estima, foi patrocinado pela empresa Astra Zeneca e a participação da equipe de oncologia e das pacientes que passaram ou estão passando pelo processo do tratamento para o câncer de mama.

Como o câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres e o tratamento traz um impacto muito negativo na autoimagem devido a alterações no peso, na pele e principalmente devido à queda do cabelo na maior parte dos esquemas de quimioterapia, o objetivo seria passar para essas mulheres que apesar de tudo este processo, elas nunca deixarão de serem elas mesmas e que a vida é composta de muitas fases e que podemos tornar esta fase de tratamento o mais agradável possível.

Inicialmente foi proferida uma palestra por uma paciente que já passou pelo processo e contou a elas como foi o enfrentamento. Muito animada e com a participação das pacientes que estavam na platéia ouvindo, foi uma bela troca de experiências.

Após as pacientes passaram para a “produção” do visual com o auxílio de maquiadoras profissionais e colocaram adereços que trouxeram para incrementar o visual.

A partir desta produção, elas desfilaram uma a uma, em uma passarela improvisada sob os aplausos de uma plateia muito animada de companheiras de jornada e funcionárias da instituição.

O objetivo do evento do Outubro Rosa foi prestar apoio as pacientes que passam e passaram por tratamento oncológico e mostrar a elas e aos seus familiares que a vida tem gratas surpresas.

Referências

www.komen.org

www.pink-october.org

www.inca.org.br

* A Dra. Silvia Regina Graziani, CRM 56925, é Medica Oncologista Clinica, com título de especialista em Cancerologia (1992). Residência Médica: Hospital do Câncer A. C. Camargo. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho – IAVC, São Paulo.

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