São Paulo, SP, 27/06/2019
 
02/03/2016 - 11h17m

Artigo 73 - Atividade física no seguimento oncológico em idosos

Agência Hoje/Dra. Silvia Regina Graziani* 

São Paulo - O processo de envelhecimento acarreta no declínio da força muscular e da resistência física, no equilíbrio, na velocidade da marcha levando a perdas sensoriais e redução no pensamento da informação.

Um dos maiores medos de adultos no processo de envelhecimento é o medo da dependência. Esse é mais evidente em pessoas que passaram por processos de tratamentos para doenças crônicas, como é o caso do câncer. Esse fato associado ao envelhecimento acumula as desvantagens decorrentes de eventos em fases precedentes.

Envelhecer de forma saudável e bem-sucedida é um grande desafio.

A atividade física deve ser considerada e entrar na rotina diária de todas as pessoas, principalmente as que tem mais de 50 anos e as que passaram por tratamento do câncer.

Dicas de exercícios para manter a atividade física diária:

Fisioterapeuta: Sheila Ribeiro

Faça uma rotina de exercícios diários, auxiliando o idoso a realização dos exercícios:

Exercício da formiga

Caminhando com os dedos pela parede, como uma formiga, eleve os dois braços o máximo de puder.

Mantenha-se na posição contando até 20.

Gangorra

Utilize uma grade ou uma janela para passar uma corda, segure com uma mão em cada ponta. Com o braço que não foi operado, faça força para levantar o operado.

Repita este exercício ao menos 5 vezes, mas veja bem , não dê tranco no braço, eleve até onde você conseguir, segure na posição contanto até 20 e desça devagar.

Alongamento

Una as duas mãos em frente ao seu corpo e estique o quanto puder, segure na posição contando até 20 e descase. Repita.

Conforme você for conseguindo eleve os braços acima da cabeça, sempre de forma bem tranquila.Segure contando até 20 e descanse.

Una os dois braços para trás, a princípio este movimento será bem difícil. Conforme conseguir, eleve os braços, desencostando-os do tronco. Conte até 20 e descanse.

Coloque as duas mãos atrás da cabeça e abra os braços o máximo que conseguir. Conte até 20 e descanse.

Atividades básicas

Atividades básicas são aquelas essenciais do dia-a-dia como alimentação, banho, troca de roupa e uso de sanitário. Se houver algum tipo de limitação, o cuidador deverá auxiliá-lo e supervisioná-lo.

Essas atividades devem seguir uma regra geral dentro de uma rotina estruturada, de preferência respeitando os horários.

Habilidades intelectuais

A memória, a concentração e a iniciativa são as habilidades cerebrais nobres, que tentamos preservar. Com o envelhecimento essas habilidades não devem ser afetadas, porem alguns fatores podem contribuir para a redução de seu rendimento, entre esses fatores temos:

- Uso de medicamentos, principalmente calmantes e indutores do sono;

- Uso de bebidas alcoólicas;

- Estresse e excesso de preocupação;

- Depressão, tristeza e solidão;

- Problemas de visão e audição;

- Assistir televisão de forma excessiva;

- Falta de desafios e novos objetivos;

- Perda do interesse dos fatos do dia-a-dia;

- Problemas circulatórios como: pressão alta ou baixa, depressão, diabetes, distúrbio do sono, doenças da tireoide, derrames cerebrais.

Dicas para melhorar a memória

- O desempenho da memória pode melhorar sempre;

- Mantenha-se ativo, com novas amizades, cursos, leituras e visitas a migas;

- Leia pelo menos algumas notícias do jornal diariamente;

- Faça palavras cruzadas;

- Mantenha uma dieta saudável, beba bastante liquido e ande pelo menos 30 minutos ao dia;

- Quando não entender o que foi dito, pergunte;

- Uso um caderninho para anotar tudo o que for importante;

- Participe de jogos e atividades que envolvam a memoria;

- Tenha uma postura flexível, sempre disposta a ouvir;

- Quando não lembrar da resposta a uma pergunte, ganhe tempo para evitar constrangimentos.

Fonte: livro Vamos envelhecer bem de Dr. Notorn Sayeg et al.

Atividades Instrumentais

Atividades instrumentais são as que não são as essenciais para o dia a dia, mantê-las deve ser estimulado, porem há regras básicas como:

- A atividade deve ser adequada a capacidade funcional que ainda está preservada, não se deve insistir na atividade se o seu familiar apresentar qualquer tipo de resistência, pois isso pode gerar depressão e frustação;

- A atividade deve ser adequada e interessante;

- O cuidador deve auxiliar na realização da atividade, mesmo que desta forma demande maior tempo;

Uma casa segura

A casa é o local que deve ser o mais seguro para o idoso, devem-se evitar riscos causados pela redução da visão e da audição o que levam a alteração no equilíbrio;

Acidentes domésticos podem ocorrer a qualquer momento e devem sempre ser evitados;

Leis e Decretos de interesse do idoso

- Estatuto do idoso – Lei: 10741/03

- Plano Nacional de Saúde da pessoa Idosa – Portaria: 2528/06

- Política Nacional da Pessoa Idosa – Lei: 8842/94

- Decreto número 1948, de 3 de julho de 1996 – mobiliza recursos da União para o atendimento aos idosos em condições não asilar, entre outras atribuições governamentais.

- Legislação do Conselho Nacional do Idoso – Decreto: 5109/04

- Lei de Acessibilidade – Lei: 10098/00

Decreto: 5296/04

- Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - Lei: 7858/89

Decreto: 3298/99

Fontes de Informação

- NationalCancerInstitute – EUA – publicação nª 99-2079.

- Instituto de Informação e Suporte em Oncologia Day CareCancer – Nutrição e câncer – vol. 1

- MayoClinic Diet Manual, 5ª edição, 1998

- Instituto NacionaledelCancer I-800-40CANCER (1-800-422-6237)

- Ajude seu coração a viver mais e melhor – Abreu ES, Nacif MAL, Torres EAFS – InCor 2004

Fontes de Pesquisa: Casa do NAPACAN tel. 0800558166

Internet

www.aleitamento.org.br

www.sbcancer.org.br

www.zipsaude.com.br

www.ibcc.org.br

www.saude.gov.br

www.saudeetrabalho.com.br

www.napacan.com.br

* A Dra. Silvia Regina Graziani, CRM 56925, é Medica Oncologista Clinica, com título de especialista em Cancerologia (1992). Residência Médica: Hospital do Câncer A. C. Camargo. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho – IAVC, São Paulo.

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