São Paulo, SP, 24/06/2018
 
18/05/2016 - 11h33m

Artigo 78 - Remédio para tratamento da imunossupressão

Agência Hoje/Dra. Silvia Regina Graziani  

São Paulo - A imunossupressão ou queda da imunidade é uma situação comum no tratamento quimioterápico, ocorrendo em média após 10 a 15 dias após a quimioterapia.

Este fato se deve ao efeito da quimioterapia nas células da medula óssea, que são precursoras das células de defesa do organismo, denominadas de leucócitos.

A eficácia da quimioterapia é limitada pois a imunossupressão limita a dose a ser administrada e leva ao adiamento da administração dos ciclos subsequentes.

Um medicamento que minimiza este efeito e estimula a medula óssea a produzir células jovens são os fatores estimuladores de colônias de granulócitos (G-CSF) que previne a queda doas células de defesa no tratamento da quimioterapia.

O medicamento usado há mais tempo é a Filgrastina e esta é usada em média de 5 a 14 dias, conforme o esquema de quimioterapia.

Um novo medicamento foi lançado para esta finalidade de tratamento e que tem o diferencial de ser em dose única, um dia após a quimioterapia.

Se trata da Lipegfilgrastim, que tem mecanismo de ação prolongada, sendo indicado uma única injeção, um dia após a quimioterapia. (Lonquex®- Teva).

Durante esta fase o paciente fica muito vulnerável a infecção secundária e algumas medidas devem ser tomadas pela equipe médica e orientações especiais a familiares e cuidadores.

Dentre as medidas a serem adotadas pelos pacientes e familiares estão a manutenção de hábitos de higiene, uma vez que o maior problema é a susceptibilidade a infecções sendo um dos principias focos as infecções adquiridas por alimentos contaminados.

As doenças causadas por alimentos são muito comuns. Bactérias e outros micróbios que causam doenças podem estar presentes nos alimentos consumidos. A maior parte desses microrganismos ocorre em níveis muito baixos para serem um risco para uma pessoa saudável, porém durante o seu tratamento pode acontecer de suas células do sistema imunológico ficarem baixas devido à ação da quimioterapia.

Manipulados ou crus são os tipos de alimentos que podem conter mais toxinas.

Dicas de Segurança no preparo dos alimentos

- Cozinhe a carne totalmente, não devendo aparecer partes rosadas;

- Descongele carnes, peixes ou aves na geladeira ou micro-ondas e use a comida congelada imediatamente, nunca recongele;

- Não deixe alimentos perecíveis fora da geladeira mais de 2 horas;

- Preparações com ovos, cremes ou à base de maionese não devem permanecer fora da geladeira por mais de 1 hora;

- Para o congelamento, divida as quantidades de alimentos em porções pequenas, acondicionando-as em potes rasos para serem mais rapidamente resfriadas na geladeira. Use a geladeira para alimentos a ser consumidos apenas em 2 ou 3 dias, o restante deve ser congelado;

- Lave frutas e vegetais completamente, em água corrente, antes de descascar ou cortar. Retire as áreas machucadas;

- Lave a embalagem de alimentos antes de abri-los;

- Nunca utilize o mesmo utensílio de preparação dos alimentos para fazer provas;

- Nunca prove alimentos com cheiro estranho;

- Cozinhe os ovos até a clara estar completamente dura e a gema espessa;

- Checar sempre a data de fabricação e validade dos produtos, principalmente carne fresca, peixes e aves;

- Verificar o cheiro dos alimentos, presença de insetos, embalagens danificadas e estufadas;

- Selecione vegetais e frutas totalmente inteiros;

- Evite salgadinhos e sobremesas não refrigeradas;

- Estoque os alimentos o mais rápido possível.

Evite

- Carnes cruas, defumadas, frutos do mar crus;

- Ovos crus ou alimentos que utilizam ovos malpassados;

- Produtos não pasteurizados como iogurtes, queijos, mel, leite e derivados;

- Uso de maionese ou cremes fora da geladeira;

- Água que não seja necessariamente filtrada.

Dicas de Dieta para a fase da quimioterapia durante a imunossupressão

Fontes pesquisadas

Journal of Oncology Pratice 2015; 11(6): 511-3.

National Cancer Comprehensive Network – 2015.

www-inca.org.br

* A Dra. Silvia Regina Graziani, CRM 56925, é Medica Oncologista Clinica, com título de especialista em Cancerologia (1992). Residência Médica: Hospital do Câncer A. C. Camargo. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho – IAVC, São Paulo.

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