São Paulo, SP, 20/06/2018
 
03/08/2016 - 11h24m

Artigo 82 - Novo medicamento para Melanoma Maligno

Agência Hoje/Dra. Silvia Regina Graziani  

São Paulo - No dia 23 de julho, foi lançado um novo medicamento para combater o Melanoma Maligno em São Paulo.

O Melanoma Maligno é um tipo de tumor de pele muito agressivo, mas desde que se faça prevenção e que seja detectado na fase inicial da doença, 80% dos Melanomas são tratados e curados com a cirurgia.

O restante que representa 20% dos Melanomas, vão precisar de tratamento complementar de quimioterapia.

Sabemos que esses tumores respondem mal a quimioterapia, porém os avanços no entendimento da imunologia e da genética dos tumores, hoje alguns tipos de Melanoma são tratados com as terapias alvo.

Alguns tipos de Melanoma, principalmente em pacientes jovens e em Melanomas que ocorrem na pele em áreas expostas ao sol, apresentam uma mutação em um gene que se chama oncogene BRAF.

O oncogene BRAF quando mutado leva a célula tumoral a não para de se dividir.

Os Melanomas que apresentam mutação nesse gene BRAF, se beneficiam do tratamento combinado com Vemorafenibe (Zelboraf®) associado ao Cobimetinibe (Cotellic®) ambos da Roche Produtos Farmacêuticos, que foi lançado no sábado em São Paulo.

Esse tratamento bloqueia dois genes que são responsáveis pela divisão celular e formação do Melanoma Maligno, o Vemorafenibe inibe o oncogene BRAF e o Cobimetinibe o oncogene MET.

Este tratamento é revolucionário na oncologia e abre novas perspectivas para tratamento direcionados a tumores, poupando cada vez mais as células normais da toxicidade da quimioterapia e aumentando de forma significativa as chances de controlar a doença.

Os estudos mostraram que as associações desses dois medicamentos para o tratamento do Melanoma Maligno levam a 42% de chance de redução do risco de progressão da doença e de morte, com efeitos colaterais bem tolerados pelos pacientes envolvidos nos estudos, quando comparados ao tratamento de quimioterapia.

Mas a melhor maneira de abordar o Melanoma Maligno ainda é através da prevenção, que pode ser feita com consultas periódicas ao dermatologista para a realização de exames específicos chamados de Dermatoscopia.

A Dermatoscopia é a visualização da pele através de lente para avaliar o potencial de malignidade da lesão.

Hoje há um recurso de Dermatoscopia Digital, onde a lente é acoplada a um programa de computador e este analisa a evolução da lesão e o potencial de malignidade, para que o médico possa intervir e remover a lesão.

Foto de Melanoma Maligno detectado por dermatoscopia

A tabela abaixo compara lesões de pele sugestiva de Melanoma, com lesões que são benignas, conhecida como Nevos:

É chamado de ABCD do Melnoma, sendo:

A - Assimetria

B - Bordas

C - Coloração

D - Diâmetro

O tratamento do Melanoma Maligno inicial é a cirurgia, feita por um médico treinado em tratar Melanoma, pois há detalhes técnicos que devem ser respeitados para não atrapalhar a conduta oncológica.

Fontes pesquisadas

- J Clin Oncol 2015, 33(supplement) abstract 9006

- www.inca.org.br

* A Dra. Silvia Regina Graziani, CRM 56925, é Medica Oncologista Clinica, com título de especialista em Cancerologia (1992). Residência Médica: Hospital do Câncer A. C. Camargo. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho – IAVC, São Paulo.

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