São Paulo, SP, 23/05/2017
 
09/04/2017 - 20h25m

Artigo 95 - Programa de apoio aos pacientes com câncer de pulmão

Agência Hoje/Dra. Silvia Regina Graziani* 

Programa de apoio aos pacientes com câncer de pulmão em uso de terapia alvo

São Paulo - O câncer de pulmão é um dos tumores mais frequentes entre homens e mulheres, tendo um pico de incidência na década passada devido ao fato do hábito de fumar nos anos de 1950-1970, que aumentou muito o risco de desenvolvimento deste câncer.

A incidência aumenta com a idade e o envelhecimento, sendo que a maioria dos pacientes tem diagnóstico a partir de 60 anos. Abaixo de 40 anos é muito raro.

Acomete em geral mais homens, sendo o segundo tumor mais incidente.

Basicamente se divide o câncer de pulmão em 2 grandes grupos:

-de pequenas células – que são mais agressivos e em menor frequência. Esse tumor se desenvolve muito rápido e tem alto potencial de dar metástases.

-de células não pequenas: que correspondem ao maior grupo de pacientes, correspondendo em media a 80% dos tumores de pulmão e este se divide em outros subtipos, sendo os mais frequentes:

-carcinoma epidermoide, decorrente na maioria dos casos do habito de fumar

-adenocarcinoma – corresponde a aproximadamente 20% desse subtipo e é o tumor mais estudado pelos pesquisadores, pois tem alguns medicamentos específicos para o tratamento deste tipo de tumor

-carcinoma de grandes células, que é mais raro

Os sintomas de câncer de pulmão são inespecíficos, porém alguns têm que ser considerados e se persistirem têm que se procurar um médico:

-tosse com sangramento

-crises de tosses

-pneumonias de repetição

Mas dependendo de onde o tumor é localizado os sintomas aparecem com maior frequência:

como por exemplo nos tumores da região central, é mais comum a queixa de falta de ar, nos tumores mais periféricos pode associar aos sintomas o quadro de dor no tórax.

Também tem uma localização especial que é no ápice do pulmão, onde os sintomas confundem muito, pois ocorre na maioria das vezes dores no ombro que irradia para o braço, sendo isso um sinal de alerta, principalmente para fumantes e se acompanhar esse quadro tosse em crises.

O tratamento é a cirurgia nos estágios iniciais, radioterapia para complementação do tratamento cirúrgico ou paliativa e quimioterapia.

A novidade no tipo de tumor Adenocarcinoma é o que os cientistas chamam de terapia alvo, ou seja foi desenvolvido um medicamento que é específico para o tratamento destas células cancerígenas.

As células dos tumores de pulmão deste sub tipo tem uma mutação específica em um gene que pode ser detectada através de técnicas de biologia molecular disponíveis para este teste.

É o gene EGFR, que quando mutado nas células cancerígenas do Adenocarcinoma de pulmão, favorecem uma terapia específica que se chama terapia alvo, que atingira as células com este gene mutado.

Hoje temos no Brasil três medicamentos comercializados para esse tratamento: Gefitinibe, Erlotinibe e mais recentemente Afatinibe.

Correspondem a uma nova classe de medicamentos revolucionários para o tratamento do câncer de pulmão sub tipo Adenocarcinoma com mutação no gene EGFR.

Não é para todos os sub tipos Adenocarcinoma, apenas para uma pequenas parte da população que tem esta característica, mas é muito promissora.

São terapias de alto custo, com a grande vantagem de serem tomadas como comprimidos e têm menos efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais mais frequentes são:

-alterações nutricionais como falta de apetite

-fadiga

-efeitos na pele, tipo uma alergia crônica ou aparecimento de lesões tipo espinhas

Para esses efeitos tem orientações básicas e apoio institucional das empresas que comercializam este tipo de medicamento.

As alterações nutricionais que são as mais evidentes e que preocupam mais pacientes e familiares são contornadas por orientações básicas que ficam as dicas das nutricionistas:

Alimentação equilibrada:

carboidratos – energia – de preferência a alimentos integrais, ricos em fibras, vitamina A e complexo B.

Fontes: arroz integral, massa integral, pães, torradas e bolachas integrais, tapioca, cereais integrais, batata, mandioca, cará e inhame

proteínas – regeneração - de preferência as proteínas com pouca quantidade de gordura como carnes vermelha, frango, peixe, leites, queijo branco, ricota, ovo, leguminosas(feijão, ervilha e lentilhas)

vitaminas – antioxidantes – frutas, verduras e legumes

gorduras – nem toda gordura faz mal, atuam melhorando os noveis de colesterol e como anti-inflamatorias: azeite, abacate, açaí, castanha do pará, amêndoa, nozes, e sementes em geral.

A fadiga é outro efeito adverso, mas estudos mostram que a manutenção da atividade física e a suplementação com atividade aeróbica ou simplesmente caminhadas diárias, ajudam muito no suporte a fadiga causada pelo medicamento.

Outro efeito adverso é a diarreia, essa pode ocorrer no inicio do uso do medicamento, mas alguns sinais são de alerta, principalmente se esta persistir por mais de 24 horas, ou se associar a quadro de piora da diarreia, falta de apetite, vômitos, sangue nas fezes, muita sede e diminuição do volume urinário.

E também não esquecer de um dos efeitos mais evidentes deste grupo de medicamentos que é o aumento da sensibilidade aos raios solares, que é denominado de fotossensibilidade.

Portanto é necessário o uso contínuo de filtro solar durante o tratamento.

A empresa que comercializa um desses medicamentos – Afatinibe no Brasil oferece um programa de apoio ao paciente, com informações adicionais que é o programa “ao seu lado”, por mais cuidado e atenção:

Contato: 0800 200 8989

site: wwwaoseuladoprograma.com.br

Referencias:

-http://www.aoseuladoprograma.com.br

* A Dra. Silvia Regina Graziani, CRM 56925, é Medica Oncologista Clinica, com título de especialista em Cancerologia (1992). Residência Médica: Hospital do Câncer A. C. Camargo. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho – IAVC, São Paulo.

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