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05/11/2014 - 17h34m

Atletas americanos se apresentam no RJ para crianças deficientes

Agência Brasil 
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Atletas norte-americanos se apresentam para crianças com deficiência no Rio.
Atletas norte-americanos se apresentam para crianças com deficiência no Rio.

Rio de Janeiro - Crianças com deficiência participaram nesta quarta-feira (5) de atividades com dois atletas norte-americanos - medalhistas em jogos olímpicos e em campeonatos mundiais de atletismo -, no Centro de Referência da Pessoa com Deficiência, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. Josh George, atleta paralímpico, e Allyson Felix, atleta olímpica, foram falar para as crianças sobre a importância do esporte e fizeram atividades físicas, simulando provas de corrida. Os atletas visitaram também o Instituto Mangueira do Futuro.

O recordista mundial nas Paralimpíadas, Josh George, de 30 anos, quebrou recordes mundiais nas corridas de 100 metros e de 800 metros. George adaptou sua vida ao esporte depois de sobreviver a uma queda do 12º andar de um prédio, quando tinha 4 anos. George ganhou uma medalha de ouro e uma de prata nas Paralimpíadas de Pequim, em 2008, além de quatro medalhas de ouro no Campeonato Mundial de 2006 e de conquistar duas medalhas de bronze nas Paralimpíadas de Atenas, em 2004.

Ele levou uma mensagem de superação e de coragem para as pessoas durante a palestra e as atividades. "Foi fantástico estar aqui. É sempre divertido estar com crianças e atletas para falar um pouco sobre nós e motivá-los a continuar a competir. Eu espero voltar ao Rio em 2016, e pretendo estar bastante preparado. Espero que seja uma boa competição", contou.

A atleta olímpica Allyson Felix, de 28 anos, ganhou sua primeira medalha olímpica na prova de 200 metros nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Allyson foi a primeira atleta desde Florence Griffith-Joyner a ganhar três medalhas de ouro em uma única olimpíada, em Londres, em 2012. Ela fez história também no Campeonato Mundial de Atletismo de 2009, ao tornar-se a primeira mulher a ser tricampeã mundial na prova de 200 metros.

Para Allyson, as atividades no Centro de Referência da Pessoa com Deficiência foram bastante divertidas. "Eu gosto de interagir com crianças, contando a minha história, e também falar da importância de praticar atividades físicas. Isso ensina muitas lições que as pessoas podem levar para toda a vida, [de forma] saudável, e espero poder ser exemplo para elas. Espero voltar também em 2016. Se tudo sair como eu quero, estarei aqui competindo", disse.

Thaís Stephanie, aluna de um colégio próximo ao centro de referência, disse que foi um evento muito legal, e que os atletas ensinaram os alunos a respeitarem os demais. "Mesmo com as suas dificuldades, eles ensinaram a nos superarmos também, porque eles têm as dificuldades deles e a gente tem as nossas. O George nos ensinou a sermos melhores do que somos, e que devemos respeitar os outros".

O atleta paralímpico do Brasil Felipe Gomes, de 28 anos, também acompanhou a visita. Deficiente visual desde pequeno, ele é atleta há 14 anos e ganhou medalha de ouro em Londres, em 2012, na prova de 200 metros rasos. Também ganhou a medalha de prata no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007. Para ele, estar ali com as crianças foi uma oportunidade de mostrar que mesmo com a deficiência física, nada é impossível.

O atleta paralímpico contou as dificuldades de nascer normal e se tornar deficiente durante a vida. Para ele, é uma fase complicada na cabeça de qualquer um, e é muito difícil aceitar e começar do zero. Felipe acredita que recomeçar é muito importante, e diz que todos são capazes de praticar esporte, mesmo com deficiência.

Felipe disse que estar em eventos como a visita de hoje é importante para mostrar a história e coisas boas que aconteceram durante as competições. "Foi uma oportunidade que tive de contar para as crianças do que somos capazes. Muita gente por aí tem seus filhos presos em casa, porque não sabem da capacidade deles. Isso é uma ignorância, no sentido de que não têm conhecimento. Então, quando a gente aparece para falar para essas pessoas e elas veem que um deficiente corre, dá cambalhota, viaja o mundo, elas vão querer que os filhos delas façam também. Espero que as pessoas se inspirem na gente", ressaltou.

O atleta treina duas vezes ao dia para competir na Paralimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Ele vai competir nas provas de 100 metros e de 200 metros, mais a de revesamento 4 por 100 metros. "Em 2016 teremos um Felipe mais motivado e mais forte, porque tive muitas dificuldades para chegar a Londres, e eu cheguei e fui campeão paralímpico. Então, quero manter e aprimorar, e sendo em casa, correndo para os amigos e para a família, quero aprimorar. Eu vivo do esporte e sustento a minha família. Então, dou duro todo dia", enfatizou.

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