São Paulo, SP, 23/10/2018
 
19/06/2017 - 11h10m

Banco Central diz que mudança na política econômica reduziu inflação e elevou PIB para 1%

Portal Brasil 
Agência Brasil/Arquivo
Presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn
Presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn

Brasília - Para o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, as mudanças na política econômica geraram resultados positivos, como a queda da inflação.

“O caminho da desinflação e da redução de juros está dado”, afirma Goldfajn, em texto publicado no site da instituição.

No documento, Ilan lembra que quando assumiu o comando da instituição, em junho de 2016, a inflação chegava a 9% no acumulado de 12 meses, e a economia estava oficialmente em recessão. Um ano depois, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 3,6% e as expectativas para a frente estão em torno de 4,3%.

De acordo com o presidente, a avaliação do Banco Central é de que a economia se estabilizou e há perspectivas de recuperação gradual. O primeiro semestre de 2017, por exemplo, apresentou um crescimento razoável, de 1%. “Uma parte importante desse crescimento tem a ver com o setor agrícola. E, se a outra parte não teve o mesmo desempenho, apresentou ao menos uma estabilização”, argumenta.

Reformas econômicas

Ilan pondera que muito dessa melhora vem da mudança da direção da política econômica brasileira. Segundo ele, as reformas e os ajustes foram fundamentais.

“É o que dizíamos há um ano: se tivermos ajustes, se as questões fiscais e de produtividade passarem, se as reformas trabalhista e da previdência saírem, as incertezas sobre a economia diminuem e o juro neutro estrutural tende a cair”, explica o presidente.

PIB DO BRASIL SUPERA PAÍSES VIZINHOS E EUROPEUS

Brasília (Portal Brasil) - Depois de dois anos da mais grave recessão da história, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre avançou 1% e deixou no passado sua pior crise econômica. Com o resultado, o País ficou em posição de destaque se comparado às taxas de crescimento trimestral no resto do mundo.

Entre os países de América Latina, o crescimento do Brasil foi superior ao PIB trimestral do Chile (+0,2%), Colômbia (-0,2%) e Paraguai (-0,3%), de acordo com os levantamentos mais recentes.

No primeiro trimestre, o resultado positivo da economia brasileira foi influenciado, principalmente, pelo expressivo resultado do setor agrícola. Esse desempenho veio acima do esperado tanto pela equipe econômica quanto pelos analistas econômicos, em meio a um cenário de queda nos juros e na inflação.

Maiores economias

Ainda nas Américas, o crescimento brasileiro superou a taxa trimestral de economias importantes como a do México (+0,7%) e Canadá (+0,9%) e ficou muito próxima ao PIB norte-americano no período, que foi revisado para uma alta de 1,2%.

Em relação à Europa, o avanço de 1% da economia brasileira foi maior que o PIB trimestral da Alemanha (+0,6%), Espanha (+0,8%), Reino Unido (+0,2%), França (+0,4%). A média de crescimento da Zona do Euro foi de 0,5%.

Já em relação aos países asiáticos, o Brasil ultrapassou o crescimento da Coreia do Sul (+0,9%), o país insular Taiwan (+0,94%), Japão (+0,7%) e Hong Kong (+0,7%), que é uma região administrativa especial da república chinesa.

Hoje São Paulo

© 2012 - Hoje São Paulo - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por ConsulteWare e Rogério Carneiro