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11/04/2014 - 15h33m

Banco de sangue de cordão umbilical é inaugurado em Minas

Agência Hoje 
Reprodução
O 13º banco de sangue umbilical atenderá pacientes da Grande Belo Horizonte
O 13º banco de sangue umbilical atenderá pacientes da Grande Belo Horizonte

Belo Horizonte (Agência Hoje) - A Fundação Hemominas inaugurou nesta quinta-feira, 10, o 13º banco público de sangue de cordão umbilical do país, no Centro de Tecidos Biológicos de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

A nova unidade será responsável por armazenar e disponibilizar unidades de células-tronco para os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea e não dispõem de um doador aparentado (ou seja, na própria família), situação de cerca de 1.300 pacientes no Brasil.

O INCA é responsável pela coordenação da Rede BrasilCord, cujo objetivo é diversificar o material genético disponível para transplantes de medula óssea e facilitar a localização de doadores compatíveis em todo o território nacional.

Junto a cada BSCUP está incluída a implantação de um laboratório especializado no processamento de células-tronco para os transplantes. Este laboratório contribuirá para a expansão dos centros de transplante em todo o país, aumentando assim a capacidade de realização dos procedimentos.

O banco de Minas irá se somar às demais unidades da Rede BrasilCord: Rio de Janeiro, Belém, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e as quatro unidades de São Paulo. As mais de 17 mil bolsas armazenadas nas unidades já possibilitaram 167 transplantes desde a criação da Rede BrasilCord em 2001.

No Brasil, são coletados, em média, por dia, quatro cordões em cada uma das 20 maternidades credenciadas. Os processos de captação e triagem do doador e coleta do sangue de cordão umbilical e placentário são realizados apenas em maternidades parceiras e credenciadas do programa da Rede.

"A Rede BrasilCord é uma estratégia para facilitar as buscas de material para transplante de medula óssea. Contemplar as regiões brasileiras com bancos públicos só amplia as possibilidades dos pacientes que aguardam por um doador compatível", afirma Luis Fernando Bouzas, coordenador da Rede BrasilCord e diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA.

Devido às características genéticas da população brasileira, as chances de se encontrar um doador no País chega a ser trinta vezes maior do que no exterior.

Para o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, a expansão dos bancos pelo país é fundamental também para atender às necessidades não supridas pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME): "Além de ajudar a estabilizar o sistema de doação, o Banco é uma plataforma para pesquisas e inovações na área da Saúde, inclusive sobre células-tronco."

O programa de implantação dos bancos de sangue de cordão umbilical é feito por meio de parceria entre a Fundação do Câncer, responsável pela gestão financeira e administrativa do projeto, e o INCA. Todos os bancos da BrasilCord contam com o financiamento viabilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme parceria firmada no ano de 2008.

O projeto da nova fase de ampliação da BrasilCord prevê a inauguração de mais quatro bancos públicos - Manaus (AM), São Luís (MA), Campo Grande (MS) e Salvador (BA) - até 2017, quando haverá um total 75 mil bolsas armazenadas.

A coleta é feita após o nascimento. O cordão umbilical é pinçado e separado do bebê, cortando a ligação entre o bebê e a placenta. A quantidade de sangue (de 70 a 100ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada para uma bolsa de coleta.

Em seguida, já no laboratório de processamento, as células-tronco são separadas e preparadas para o congelamento. Estas células podem permanecer armazenadas (congeladas) por vários anos no Banco de Sangue de Cordão Umbilical e disponíveis para serem transplantadas.

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