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02/06/2016 - 03h48m

BNDES será decisivo nos processos de concessões e privatizações, diz Meirelles

Agência Brasil/Cristina Indio do Brasil 
Agência Brasil/Tomaz Silva
Ministro Henrique Meirelles anuncia que BNDES será decisivo na retomada do crescimento do Brasil
Ministro Henrique Meirelles anuncia que BNDES será decisivo na retomada do crescimento do Brasil

Rio de Janeiro - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (1º) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai atuar de forma decisiva no processo de concessões e de retomada de privatizações no país, classificado pelo ministrocomo “algo que é de crucial importância para o Brasil”.

Meirelles participou da transmissão de cargo da nova presidente do banco, Maria Silvia Bastos, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Na cerimônia, Meirelles disse ainda que o país vive "a mais intensa recessão na história".

Meirelles disse que o dimensionamento correto e técnico do projeto, além da estruturação das diversas etapas, poderão ficar a cargo do banco. “De maneira que tenhamos de fato um processo de concessões, que em primeiro lugar, seja decisivo em trazer o investimento de volta ao país, aumentar o nível de emprego e de demanda da economia”, disse. Em um segundo momento, o ministro afirmou que o BNDES poderá contribuir para a queda do custo Brasil.

Recessão

O ministro lembrou que o governo está elaborando uma proposta de emenda constitucional (PEC), para ser enviada ao Congresso, para limitar os gastos públicos nos próximos anos. De acordo com Meirelles, o momento é ideal de promover a mudança, porque existe uma trajetória insustentável dos gastos, agravada nos últimos anos, chegando “a mais intensa recessão na história do país”.

BNDES

Na cerimônia, Meirelles disse que a relação do Ministério da Fazenda com o banco será de parceria. “Estamos alinhados. Claramente existe uma parceria de trabalho, para deixar absolutamente demonstrado, de forma cristalina, de que vamos trabalhar juntos. Tirar o país dessa recessão. Vamos colocar o país para crescer”, afirmou, após o discurso da nova presidente Maria Silvia Bastos.

O ministro parabenizou Maria Silvia por ser a primeira mulher, em 64 anos, a ocupar a presidência da instituição. “Assumindo o BNDES com grande entusiasmo, grande emoção e grande empenho, em um momento em que o Brasil de fato sinaliza, discute, mostra, debate e vai em frente, no que é um momento histórico de mudança no seu rumo econômico”, completou. Meirelles elogiou o trabalho do ex-presidente do banco Luciano Coutinho “pela dedicação e serviços ao país nestes anos todos”.

Meirelles destacou que o plano de ação proposto por Maria Silvia Bastos prevê que um banco de desenvolvimento deve atuar nas diversas áreas da economia, como um grande financiador do desenvolvimento de grandes e pequenos projetos, permitindo financiamento de longo prazo a entidades não teriam acesso.

“Desde que sejam projetos viáveis e que vão gerar retorno para a sociedade para os seus acionistas e, principalmente, propiciar a capacidade de receber os seus recursos ao final do processo”,

NOVA PRESIDENTE DO BNDES, APRESENTA DIRETORIA DE "MÚLTIPLOS TALENTOS"

Rio de Janeiro (Agência Brasil/Alana Gandra) - A nova diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentada hoje (1º) pela nova presidente Maria Silvia Bastos Marques, é formada por profissionais de carreira da instituição e executivos do setor privado e do setor público. A ideia é levar para o banco pessoas que tenham “múltiplos talentos e múltiplas experiências”, no sentido de que a diretoria possa se dividir nas diversas questões que passam pelo BNDES e “não cada um ficar focado em sua própria área”, disse Maria Silvia.

Com essa finalidade, todos os diretores vão ocupar uma sala comum no vigésimo andar da sede do banco, no Rio de Janeiro, de modo a trabalhar todos os assuntos de uma forma integrada. A chefe de gabinete será a economista Solange Paiva, funcionária do BNDES desde 1993, e também ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre outros cargos exercidos nos setores público e privado.

Dois outros funcionários do banco – Ricardo Ramos e Cláudia Prates – que ocupavam, respectivamente, as superintendências de Infraestrutura Social e de Crédito, aceitaram fazer parte da equipe, destacou a presidente, que levou da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) o economista Vinicius Carrasco para a diretoria de Planejamento.

“Ele vai ser muito importante para a gente pensar o presente, mas ter um olhar para o futuro de médio e longo prazo”. Maria Silvia considera a área de Planejamento crucial, porque dá o arcabouço para pensar as políticas operacionais do banco e tudo que vai nortear a atuação da instituição daqui para a frente.

A engenheira civil Marilene Ramos, cujo último cargo foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, vai ocupar a diretoria de Infraestrutura. Maria Silvia descartou que haja qualquer tipo de constrangimento no fato de ter na diretoria uma ex-integrante do governo Dilma.

A presidente do BNDES disse que o traço comum que ela procurou levar para a equipe é que todos têm capacidade executiva. “Busquei muito aliar competência técnica com a competência de execução. O país tem pressa e a gente precisa fazer direito”. Maria Silvia deixou claro que uma das razões que a fizeram aceitar de imediato o convite do presidente interino Michel Temer para o cargo foi que teria autonomia total para montar sua equipe.

Já Claudio Coutinho Mendes terá agora sua primeira experiência no setor público. Oriundo do mercado financeiro, ele deverá cuidar, junto com a doutora em finanças Eliane Lustosa, das áreas financeira, de mercado de capitais, recursos humanos, captação de recursos e setor internacional.

Outro diretor é Ricardo Baldin, que fez carreira na consultoria internacional Pricewaterhouse Coopers e se aposentou no banco Itaú. Ele assume a área nova de Controladoria e Gestão de Riscos, funções que existiam anteriormente separadas no banco e que passam agora a ser aglutinadas em uma única diretoria.

Maria Silvia informou que outra área que não terá um diretor, “por enquanto”, é a que trata de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e concessões,” porque ainda estamos definindo em conjunto com a Secretaria-Executiva da Presidência da República, o Ministério da Fazenda e outros qual vai ser o perfil da atuação do banco”. Nos próximos dias, o assunto será tratado com o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, disse a presidente do BNDES.

MARIA SILVIA: BNDES DEVE FINANCIAR PROJETOS QUE BENEFICIEM SOCIEDADE

Rio de Janeiro (Agência Brasil/Alana Gandra) - A nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, prometeu fazer o possível e o impossível para que a instituição tenha papel relevante na retomada do crescimento econômico e da geração de empregos.

Para Maria Sílvia, os recursos públicos, que constituem a base dos empréstimos do BNDES, devem ser aplicados em projetos que resultem em benefícios para a sociedade. Cabe ao banco financiar projetos cujos retornos sociais superem os retornos privados, afirmou.

Ao receber hoje (1º) o cargo do economista Luciano Coutinho, Maria Silvia lembrou que chegou ao BNDES em 1991 como assessoria especial de desestatização do então presidente da instituição, Eduardo Modiano, tornando-se em seguida a primeira mulher a ocupar uma diretoria na casa. “Voltar agora, como primeira presidente em 64 anos de existência [do banco], me traz muito orgulho e alegria e ao mesmo tempo aumenta o meu senso de responsabilidade”, afirmou Maria Silvia.

Ela disse acreditar que a atual crise econômica pode representar uma possibilidade para levar o país a um futuro melhor e ressaltou que o BNDES tem um importante papel a desempenhar nesse processo.

A questão socioambiental deve permear todos os projetos, disse a nova presidente do BNDES, que defendeu também o fortalecimento do mercado privado de empréstimos de longo prazo.

De acordo com Maria Silvia, a área prioritária de financiamento será a infraestrutura. “O país precisa qualificar sua infraestrutura logística para acelerar o crescimento da economia.” Outra área importante à qual ela pretende dar foco é a de energias alternativas.

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