São Paulo, SP, 23/06/2018
 
17/10/2016 - 14h36m

Brasileiros apresentam música, circo e dança em festival em Bogotá

Agência Brasil/Sabrina Craide* - Enviada Especial  
Agência Brasil/Sabrina Craide
Artistas brasileiros foram muito aplaudidos pelo público em Bogotá
Artistas brasileiros foram muito aplaudidos pelo público em Bogotá

Bogotá - Como parte da programação do Mercado de Indústrias Culturais do Sul (Micsul), que começa nesta segunda-feira (17), em Bogotá, na Colômbia, artistas brasileiros apresentaram na noite de ontem (16) espetáculos de música, dança e performance circense. Os shows foram realizados no Cine Tonala, um espaço cultural na capital colombiana.

A cantora Nina Wirtti e o bandolinista Luis Barcelos fizeram um show de músicas brasileiras, com destaque para o samba e o choro. A dupla gaúcha já toca há alguns anos, e deve lançar em breve um disco de músicas inéditas.

Para a cantora, participar do Micsul é uma oportunidade de conhecer novos artistas e difundir seu trabalho”.

“Para a gente, que não tem um nome tão reconhecido no Brasil, nem na América Latina, é uma oportunidade para o nosso trabalho e também para sermos parte desse movimento que visa essa maior integração cultural entre os países da região. Acreditamos que podemos trocar muito culturalmente”, diz Nina.

O Circo Girassol, de Porto Alegre (RS), mostrou uma performance misturando teatro, dança e acrobacias, no espetáculo Vertigens. Uma das integrantes do grupo, Débora Rodrigues, diz que a presença no evento em Bogotá é uma excelente oportunidade para levar o trabalho para outras culturas.

“A gente viaja pelo Brasil, mas essa é a primeira oportunidade de levar para fora do país, para outras pessoas saberem o que é feito na nossa pesquisa lá no Sul. É uma excelente oportunidade”, afirma.

O grupo de dança #Passinho, do Rio de Janeiro, levou alegria e muita música brasileira, com destaque para o funk, frevo e hip hop para o público colombiano. O dançarino GN Fabuloso, integrante do grupo, diz que, em pouco mais e um ano, eles se apresentaram em vários estados brasileiros e em outros países. Ele se emociona ao ver o reconhecimento do trabalho.

“A gente dança há nove, dez anos, e isso veio acontecer com a gente de um ano para cá, de viagens, de se hospedar em hotéis. É um reconhecimento de poder falar que a gente trabalha com dança”.

Os artistas brasileiros - que se apresentam no Micsul - foram escolhidos por meio de uma curadoria envolvendo o Ministério da Cultura, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A seleção observou critérios como linguagem formal e estética, contemporaneidade, presença de traços da cultura brasileira e capacidade de dialogar com o público dos outros países.

O que é o Micsul

O Micsul é considerado o principal encontro regional voltado a mercados culturais e criativos da América do Sul. O Brasil participa com 61 empresários de seis setores das indústrias culturais: audiovisual, livro e leitura, música, artes cênicas, videogames e design, que foram selecionados pelo Ministério da Cultura e pela Apex-Brasil. Esta é a segunda edição do evento, que vai até o dia 20 de outubro. A próxima edição, em 2018, será realizada no Brasil.

O gerente de Exportação da Apex-Brasil, Christiano Braga, diz que a escolha dos projetos culturais participantes levou em conta a capacidade dos empreendedores de terem modelo de negócios estruturados. “Não é só a questão do produto cultural em si, mas a capacidade das empresas de darem continuidade a um trabalho de se promover lá fora, seja no Micsul em 2018, seja em outras ações que a Apex já faz", diz Braga.

*A repórter viajou a convite da Apex-Brasil

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