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28/06/2012 - 08h48m

Câmara Municipal aprova reajuste zero no subsídio parlamentar

Folhapress/Marília Rocha 

CAMPINAS, SP (Folhapress) - Os vereadores de Campinas (a 93 km de São Paulo) aprovaram proposta de não aumentar o subsídio pago aos parlamentares da legislatura de 2013 a 2016, que receberão R$ 7,4 mil -o mesmo valor pago atualmente.

Em sessão tumultuada na noite desta quarta-feira, o projeto teve 32 votos favoráveis e uma ausência.

No final de 2011, 28 dos 33 vereadores votaram favoravelmente a um aumento que representava 126% sobre o subsídio da época (de R$ 6,6 mil para R$ 15 mil). A medida foi votada sem discussão e aprovada rapidamente, gerando revolta na população.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada à época mostrou que, das nove cidades do Estado de São Paulo em que os vereadores teriam direito ao salário de R$ 15 mil -máximo permitido por lei em municípios com mais de 500 mil habitantes-, apenas as Câmaras de Campinas e São Paulo planejavam pagar o teto.

Após uma série de manifestações na Câmara e via redes sociais, no início deste ano o debate foi reaberto e a Casa chegou a realizar uma audiência pública, que propôs um aumento vinculado ao dos servidores públicos.

A mesa diretora da Câmara apresentou uma proposta de 48% de aumento, baseada em um levantamento sobre a média dos valores pagos em cidades do mesmo porte de Campinas.

Uma primeira emenda apresentada na semana passada propôs um reajuste de 5,4%, mesmo percentual obtido pelo funcionalismo na última campanha salarial, mas teve parecer contrário da comissão de Constituição e Legalidade.

Hoje, sob forte pressão popular, os vereadores apresentaram uma nova emenda, assinada pelos 33 parlamentares, que não previa aumento. Durante a votação, o vereador Sérgio Benassi (PC do B) estava ausente.

"A população mostrou que não concordava com o aumento dos vereadores, e nós só podemos representar a vontade da população", afirmou o presidente da Câmara, Thiago Ferrari (PTB). Questionado se essa medida não seria "eleitoreira", Ferrari disse que "esse é um momento eleitoral, mas nos últimos três meses já viemos demonstrando abertura à discussão".

A cada ano, no entanto, os subsídios continuam sendo reajustados pela inflação.

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