São Paulo, SP, 18/10/2018
 
17/01/2018 - 00h09m

Campeã olímpica em 2016 denuncia médico dos EUA: abuso sexual

Agência Brasil/Leandra Felipe, Correspondente nos Estados Unidos 
Agência Brasil/Arquivo/Fernando Frazão
Ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, durante final da prova da trave na Olimpíada 2016
Ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, durante final da prova da trave na Olimpíada 2016

Atlanta, Estados Unidos - A campeã olímpica Simone Biles publicou carta nas redes sociais contando ter sido abusada sexualmente pelo ex-médico da seleção norte-americana de ginástica, Larry Nassar. Na carta, publicada no Twitter na segunda-feira (15 de janeiro) a esportista diz que é "uma sobrevivente" e que foi muito difícil contar sua história.

Biles tem 20 anos, já ganhou dez campeonatos mundiais de ginástica, conquistou quatro medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e faz parte do time de ginástica dos Estados Unidos, com o maior número de medalhas conquistadas em uma única olimpíada.

A atleta aderiu à campanha #metoo (eu também, em português), iniciada nas redes sociais em outubro do ano passado, por artistas de Hollywood, após a revelação de casos de abuso e assédio sexual contra o produtor Harvey Weinstein.

Outras ginastas da seleção norte-americana, como Gabby Douglas, Aly Raisman e Mckayla Maroney também contaram que foram abusadas pelo médico, acusado de explorar sexualmente as adolescentes, sob pretexto de tratamento médico.

O advogado de Nassar disse que ele ainda não comentou as últimas denúncias. O ex-médico da seleção de ginástica dos Estados Unidos foi condenado no ano passado a 60 anos de prisão por acusações de pornografia infantil.

Nesta semana ele enfrenta novo julgamento no Michigan e pode pegar prisão perpétua pelas acusações de abuso contra as atletas.

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