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09/09/2015 - 10h53m

Carga Tributária: líder do PMDB diz que será difícil aprovar aumento

Agência Brasil/Ana Cristina Campos 
Reprodução
Eunício Oliveira disse que será muito difícil aprovar aumento de carga tributária no Congresso neste momento
Eunício Oliveira disse que será muito difícil aprovar aumento de carga tributária no Congresso neste momento

Brasília - Após reunião do vice-presidente Michel Temer com governadores do PMDB, o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), disse que será muito difícil aprovar aumento de carga tributária no Congresso neste momento, e defendeu o corte de despesas para reequilibrar o Orçamento. A proposta orçamentária para 2016 foi enviada ao Congresso, no último dia 31, com um déficit previsto de R$ 30,5 bilhões.

“Os governadores relataram as dificuldades dos estados brasileiros e defenderam a necessidade de reforma da Previdência e de um ajuste de receitas e despesas. O Congresso Nacional entregou todas as respostas que nos foram pedidas em matérias de ajuste fiscal. É muito difícil discutirmos qualquer aumento de carga tributária. Aceitamos que o governo encaminhasse ao Congresso suas propostas para serem debatidas. Se o governo federal, que tem as dificuldades, encaminhar ao Congresso matérias dessa natureza, vamos discutir. Mas há muita dificuldade de aprovar carga tributária”, afirmou Eunício.

Segundo o líder, o vice-presidente, durante o jantar no Palácio do Jaburu, não falou sobre uma possível mudança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto que incide sobre combustíveis, como forma de aumentar a arrecadação da União e dos estados, que, mais cedo, Temer havia dito que iria discutir na reunião.

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, que saiu mais cedo do jantar, disse que ele e o governador do Rio Grande do Sul, José Sartori, defenderam a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) como forma de financiamento da saúde pública.

Também estiveram presentes na reunião os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; do Espírito Santo, Paulo Hartung; de Alagoas, Renan Filho; e do Tocantins, Marcelo Miranda. O governador de Sergipe, Jackson Barreto, não esteve presente em razão de licença médica. Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), também participaram do encontro.

Os ministros da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, da Pesca, Helder Barbalho, e dos Portos, Edinho Araújo, além do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) participaram também da reunião.

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