São Paulo, SP, 21/09/2019
 
09/02/2015 - 12h19m

CFM torna cirurgia bariátrica área de atuação da medicina

Agência Brasil/Aline Leal  
Reprodução
A cirurgia bariátrica passa a ser formalmente ligada às áreas de cirurgia geral e de cirurgia do aparelho digestivo
A cirurgia bariátrica passa a ser formalmente ligada às áreas de cirurgia geral e de cirurgia do aparelho digestivo

Brasília - Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) tornou a cirurgia bariátrica uma área de atuação da medicina. Com a medida, a cirurgia bariátrica passa a ser formalmente ligada às áreas de cirurgia geral e de cirurgia do aparelho digestivo e poderá ter uma residência específica. Anualmente, são feitas cerca de 80 mil cirurgias desse tipo no país.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Josemberg Campos, atualmente, os médicos fazem uma disciplina voltada para essa área durante a residência de cirurgia geral ou de cirurgia no aparelho digestivo.

Com a mudança, universidades poderão se habilitar para abrir uma residência específica na área, com duração de dois anos, formando cirurgiões bariátricos.

Campos diz que, com o novo status, quatro universidades manifestaram o interesse em abrir residência em cirurgia bariátrica. Depois de criadas as turmas, só poderão se matricular médicos que tenham formação nas especialidades às quais a área está atrelada.

“Antes era uma disciplina da residência. Agora serão dois anos dedicados à cirurgia bariátrica, com o estudo das técnicas, do pós-operatório e de tudo o que envolve o paciente obeso. A obesidade é uma doença muito complexa, que envolve outras doenças e, por isso, é necessário um profissional bem preparado”, acrescentou.

Os cerca de 400 cirurgiões membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica receberão automaticamente o título de especialistas na área. Outros cirurgiões que fazem esse tipo de procedimento poderão recorrer à Associação Médica Brasileira para solicitar o título. É possível que, em 2016, o Brasil tenha residências médicas na área.

“No final, nós teremos uma especialidade reconhecida, um cirurgião bem formado, hospitais adequados, pacientes mais bem tratados e, assim, grandes benefícios para todos”, concluiu Campos.

A área de reprodução assistida teve a mesma mudança de status da cirurgia bariátrica e vai ficar atrelada à ginecologia e à obstetrícia. Anualmente são feitas cerca de 25 mil fertilizações in vitro no país.

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