São Paulo, SP, 15/06/2019
 
14/06/2012 - 21h36m

Cineasta Carlos Reichembach, diretor de 22 filmes, morre aos 67 anos em São Paulo

Folhapress 

SÃO PAULO, SP (Folhapress) - O cineasta Carlos Reichenbach morreu na tarde de hoje, em São Paulo, aos 67 anos. A causa da morte não foi informada pela família.

Nascido em Porto Alegre, Reichenbach fez carreira no cinema nacional a partir de São Paulo.

Dirigiu 22 filmes, entre eles, títulos fundamentais para a história do cinema nacional como "A Ilha dos Prazeres Proibidos", de 1979, "Império do Desejo", de 1981 e "Garotas do ABC", lançado em 2003. Seu filme mais recente foi "Falsa Loura", de 2007.

Ele também atuou como diretor de fotografia em 38 filmes. Combativo, defendeu o cinema autoral brasileiro e participou de grupos como o do cinema marginal e da Boca do Lixo.

Alcançou reconhecimento internacional quando, nos anos 1980, sua obra foi tema de mostra no Festival de Roterdã, na Holanda. Este ano, o mesmo festival exibiu uma cópia restaurada de "Liliam M - Relatório Confidencial", de 1975, icônico na sua filmografia.

Reichenbach, que também foi professor de cinema da Universidade de São Paulo, era casado com Lygia Reichenbach e deixa três filhos e uma neta.

DIRETORES E ATORES LAMENTAM MORTE

SÃO PAULO, SP (Folhapress) - Morto hoje em São Paulo, aos 67 anos, o diretor Carlos Reichenbach deixou um legado para o cinema brasileiro. Autor de filmes como "Império do Desejo", de 1981, e "Garotas do ABC", 2003, participou de movimentos como o Cinema Marginal e o cinema da Boca do Lixo.

O também diretor Ugo Giorgetti se disse chocado com a morte do colega. "Era uma pessoa muito generosa, que falava sim para as coisas. Isso é muito mais importante que fazer filmes".

"Tive um contato muito próximo e muito rápido. Mas uma coisa me chamou muita atenção. Ele era um cara extremamente generoso, o que não é muito comum entre diretores. Era um torcedor do cinema brasileiro, torcia pelos filmes de todo mundo, não só pelos dele. Isso é raro nessa área, em que a competição é muito grande", disse o diretor Heitor Dhalia.

Para a atriz Helena Ignez, viúva do cineasta Rogério Sganzerla, ele "era uma pessoa imensamente querida, adorável. Um coração de cinema, no que ele tem de melhor. Foi muito amigo do Rogério [Sganzerla], fez uma ponta em "O Bandido da Luz Vermelha". Se existe um céu, ele vai pra lá".

 

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