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05/03/2015 - 14h46m

CN considera ataque a embaixador dos EUA um "castigo justo"

Agência Lusa 
Reprodução
Mark Lippert, de 42 anos, está se recuperando da cirurgia à que foi submetido, depois de ter sofrido cortes no rosto e em um dos braços.
Mark Lippert, de 42 anos, está se recuperando da cirurgia à que foi submetido, depois de ter sofrido cortes no rosto e em um dos braços.

Seul - A Coreia do Norte declarou nessa quinta-feira (5) que a agressão do embaixador norte-americano, Mark Lipper, em Seul era "um castigo justo" pela decisão dos Estados Unidos de fazer exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. "Castigo justo para os belicistas dos Estados Unidos", disse a agência oficial da Coreia do Norte, KCNA, no título de um breve texto, no qual o ataque contra Lippert é chamado de "expressão de resistência".

A KCNA afirmou que o ataque refletia a opinião pública sul-coreana, de "crítica aos Estados Unidos, por causarem uma crise na península coreana com perigosas manobras militares conjuntas".

Os exercícios militares anuais, que geram sempre tensões com a Coreia do Norte, começaram segunda-feira (2) e envolvem milhares de tropas sul-coreanas e norte-americanas.

Kim Ki-jong, o homem que atingiu Lippert com uma faca, disse à polícia que a sua oposição aos exercícios militares foi o principal motivo do ataque.

Fontes médicas, citadas pela agência francesa AFP, informaram que Mark Lippert, de 42 anos, está se recuperando da cirurgia à que foi submetido, depois de ter sofrido cortes no rosto e em um dos braços. O embaixador deverá ficar hospitalizado em observação durante mais três ou quatro dias, acrescentaram.

"Estou bem e animado", disse Lippert, em mensagem na rede social Twitter. "Estarei de volta o mais rápido possível para fazer avançar a aliança EUA-Coreia do Sul". Os Estados Unidos já condenaram o ato de violência.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul fazem esta semana os exercícios militares anuais conjuntos, que geralmente provocam aumento da tensão com a vizinha Coreia do Norte. As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-53 terminou com a assinatura de um acordo e não de um tratado de paz.

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