São Paulo, SP, 25/03/2017
 
16/01/2017 - 04h57m

Conferência de Paris defende criação da Palestina como país

Rádio França Internacional 
Radio França Internacional/Reprodução
Reunidos em Paris, mais de 70 países apoiaram criação de Israel e da Palestina para superar conflitos no Oriente Médio
Reunidos em Paris, mais de 70 países apoiaram criação de Israel e da Palestina para superar conflitos no Oriente Médio

Paris - A Conferência pela Paz no Oriente Médio realizada neste domingo (15), em Paris, para discutir a questão entre Israel e a Palestina, terminou com um claro posicionamento de parte da comunidade internacional a favor da criação de dois Estados, como a única saída para o conflito histórico na região.

Israel não participou da conferência, que foi considerada "uma farsa" pelo premiê Benjamin Netanyahu.

Sem ambição de uma proposta final, o evento foi encerrado com uma mensagem de 70 países e ONGs internacionais ao presidente americano eleito Donald Trump: a criação de dois Estados pode solucionar a crise histórica e reabrir o diálogo interrompido entre as partes.

No encerramento da conferência, o presidente francês François Hollande declarou que "a solução de dois Estados não é o sonho de um sistema que ficou para trás. É ainda e sempre o objetivo da comunidade internacional".

Hollande esclareceu que não existe a intenção de ditar regras aos dois lados. "Somente as negociações diretas entre israelenses e palestinos podem conduzir à paz, ninguém poderá fazer isso no seu lugar", afirmou.

Jerusalém, o pomo da discórdia

Durante a sua campanha eleitoral, Trump anunciou a intenção de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir a embaixada dos EUA para lá, o que contraria todo o esforço histórico americano e internacional para a resolução da crise, já que o estatuto de Jerusalém é o centro da discórdia entre as duas partes, pois os palestinos também querem que a cidade seja a capital do seu futuro Estado.

Na abertura do evento, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Marc Ayrault, lembrou que a transferência da embaixada americana para Jerusalém pode ter graves consequências em uma relação de desconfiança que é particularmente perigosa. "Ninguém está livre de uma nova explosão de violência", alertou.

O atual secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que vem se dedicando nos últimos meses à retomada do diálogo entre as partes, fez questão de vir a Paris para marcar o posicionamento do governo Obama, totalmente contrário ao do próximo presidente. Recentemente, Kerry denunciou novamente a colonização israelense nos territórios ocupados.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por sua vez, considerou a conferência "uma impostura" e uma ingerência na política de Israel.

Cerca de mil pessoas protestaram contra o evento em Paris atendendo a um chamado do conselho representativo das instituições judaicas da França. Elas reclamaram contra a realização do encontro sem a presença das partes envolvidas.

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