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12/06/2012 - 15h01m

Defesa pede libertação de Elize Matsunaga e diz que prisão temporária decretada é ilegítima

Folhapress 

SÃO PAULO, SP (Folhapress) - O advogado de Elize Matsunaga, 30, Luciano Amaral, entrou ontem com um pedido na Justiça para a revogação da prisão temporária de sua cliente. Ela está presa desde a semana passada e confessou ter matado e esquartejado o marido Marcos Matsunaga, 42.

"A prisão temporária se tornou ilegítima a partir do momento em que as investigações terminaram. A prisão temporária serve apenas para fins de investigação. A partir do momento que está esclarecido não tem porque ficar em prisão temporária", afirmou o advogado.

Ontem, a polícia informou que já encerrou a fase de depoimentos e aguarda apenas a conclusão dos laudos do crime para anexar ao inquérito e encaminhá-lo à Justiça.

Matsunaga foi morto e esquartejado pela mulher entre o dia 19 e o dia 20. Ela contou à polícia que o crime ocorreu após uma discussão depois de ela ter descoberto que estava sendo traída. Ela afirmou em depoimento que o marido bateu nela e a chamou de puta na ocasião.

O assassinato do executivo ocorreu na noite em que Elize voltou de uma viagem ao Paraná com a filha e a babá. Nos três dias em que ela esteve viajando, um detetive particular seguiu Matsunaga e o flagrou com uma garota de programa.

Em depoimento, conhecida como Natália afirmou que mantinha um relacionamento com o executivo desde o início do ano e que ele tinha lhe dado de presente um carro, apesar de ela não saber dirigir.

CRIME

Elize disse aos policiais que, após balear o marido com a arma que ganhou dele, arrastou o corpo para o banheiro de um dos quartos da casa, esperou algumas horas e começou a cortá-lo com uma faca.

Após atirar no marido, Elize -que é bacharel em direito e tem formação técnica em enfermagem- disse que esperou cerca de dez horas o corpo esfriar para evitar um sangramento maior da vítima.

Depois, colocou o corpo em sacos plásticos e os jogou em um terreno baldio em Cotia, na Grande São Paulo.

Ela afirmou também que se desfez do corpo no mesmo dia -disse que costumava passar pela região a caminho de um sítio em Ibiúna

Na presença de seu advogado, Luciano Santoro, Elize contou que demorou cerca de quatro horas para esquartejar o marido. Depois, limpou o banheiro para evitar rastros.

A filha do casal, de um ano, estava no apartamento na hora do crime. A família do executivo disse que não vai disputar a guarda da criança. Elize e Matsunaga se casaram há dois anos.

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