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13/06/2012 - 21h12m

Definidas leis para acesso de deficientes a shoppings e bancos

Folhapress/Marilia Rocha 

CAMPINAS, SP (Folhapress) - O acesso de pessoas com deficiência física e visual a espaços de uso coletivo deve ficar mais fácil com duas novas medidas adotadas em Campinas (93 km de SP). Uma lei determina que bancos tenham caixas de atendimento no térreo e um decreto obriga os shopping centers a instalarem piso tátil e painéis de localização para deficientes visuais.

As duas medidas foram publicadas nesta semana, e os estabelecimentos têm 90 dias para se adequar. Após esse prazo, sofrerão punições --como multas de até R$ 7.000.

O vereador Francisco Sellin (PMDB), autor das propostas, afirma que encontrou ao menos cinco bancos, em três bairros, com caixas de atendimento em um segundo piso --o que obriga idosos e cadeirantes a subirem escadas.

"Além de arriscado, é uma tremenda falta de respeito. Muita gente nem se dá conta", afirmou.

De acordo com a lei, novas agências bancárias e estabelecimentos financeiros só poderão se instalar na cidade se atenderem a esse requisito.

Os shoppings também terão de se adequar. Além de piso tátil, a área interna deverá incluir painéis com informações sobre entradas e saídas, banheiros, escadas rolantes e outros.

"Hoje tem muito mais deficientes visuais indo a shoppings do que há dez anos", afirma Edvaldo Bueno de Oliveira, professor de orientação e mobilidade do Instituto Pró-Visão de Campinas. "É importante oferecer condições para que o cego faça o planejamento da rota dele para chegar onde quiser."

Segundo ele, no entanto, esse tipo de proposta deve ser estendida para os pontos de ônibus próximos aos shoppings, já que muitas pessoas com deficiência visual utilizam o transporte público para trabalhar nesses lugares.

Para Ligia Aparecida Furlan, terapeuta ocupacional do Instituto dos Cegos de Campinas, a orientação em painéis pode dar mais independência e autonomia para os deficientes visuais. "Isso já é importante, mas não é a solução", afirmou.

Ninguém da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings) foi localizado para comentar a medida. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou, em nota, que a lei é muito recente e que só irá se pronunciar depois de analisar todos os seus aspectos.

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