São Paulo, SP, 16/12/2018
 
22/04/2015 - 23h05m

Desafios, dificuldades e soluções para quem mora em condomínio

Agência Hoje/Sandra Vieira de Mello* 
Agência Hoje/Arquivo
Viver em condomínios exige respeito aos demais condôminos
Viver em condomínios exige respeito aos demais condôminos

São Paulo (Agência Hoje) - Atualmente o número de pessoas que optam por morar em condomínios vem aumentando. Seja em edifícios de apartamentos ou condomínios horizontais, a preferência por residências em grupos reflete diversos aspectos das cidades modernas.

Uma das razões é a busca por segurança, pois a maioria dos condomínios possui unidades com controle de acesso e vigilância constante.

Outra razão é a facilidade de compartilhamento das infraestruturas urbanas, como redes de abastecimento de água, de esgoto e energia elétrica, cabeamento, sistemas de transporte e limpeza, apenas para citar algumas.

As comodidades como áreas de recreação e lazer, serviços diferenciados e controle social também são estímulos para a crescente demanda de investimentos em condomínios.

Esses ambientes são formados por pessoas com perfis variados e que necessariamente devem compartilhar espaços comuns de convivência. A adaptação nem sempre é fácil e naturalmente surgem conflitos que vão desde intolerância aos barulhos diversos, impaciência com animais domésticos, dificuldades para compartilhar espaços e equipamentos comuns, utilização de vagas de garagem, reformas, entre outros.

É importante manter um bom relacionamento com os demais condôminos e tentar resolver esses conflitos por meio de consenso. Segundo o diretor de Condomínios da Guarida Imóveis, Newton Nunes, existem algumas regras para manter um bom relacionamento com os vizinhos de condomínio:

- Deve-se tomar um cuidado especial com obras. Mesmo que sejam feitas internamente, elas não podem comprometer a estrutura de toda a edificação. As cores e as formas da fachada devem manter-se as mesmas, por mais que sejam na parte interna da sacada;

- De maneira alguma as áreas que são compartilhadas devem sofrer obras que a privatizem a um só morador. Quem fizer isso deverá devolver a área, pagar multa ou, se for do acordo de todos, regularizar a situação, agregando taxas de uso da área aos custos do imóvel;

- Em casos de condôminos que quiserem trocar a destinação de uma área comum, como no caso de transformar em salão de festas o apartamento do zelador que não é utilizado, é necessária a aprovação por unanimidade dos condôminos;

- As vagas de estacionamento rotativo, que são utilizadas por todos, não podem ser privatizadas. Mesmo que um mesmo morador a utilize de forma contínua e prolongada, não garante a exclusividade da mesma.

* Sandra Vieira de Mello, CAU A16373-2 é Arquiteta e Urbanista.

Contribuições para esta Editoria podem ser encaminhadas para o e-mail: hoje.sandra@gmail.com

LEIA TAMBÉM

 

Sustentabilidade: aplicação do conceito em projetos e obras

 

Hoje São Paulo

© 2012 - Hoje São Paulo - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por ConsulteWare e Rogério Carneiro