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22/10/2014 - 10h56m

Em MS Aécio defende mais órgãos voltados às questões indígenas

Agência Brasil/Paulo Victor Chagas 
Reprodução
Aécio disse que o governo federal é omisso quanto à questão indígena
Aécio disse que o governo federal é omisso quanto à questão indígena

Brasília - O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, visitou na última terça-feira (21) Mato Grosso do Sul. Em campanha no estado, ele se encontrou com lideranças locais e concedeu entrevista a jornalistas, em que disse que o governo federal é omisso quanto à questão indígena e que não se deve temer esse debate.

Para o candidato, as comunidades indígenas precisam de apoio social, saúde de qualidade e segurança.

“Há uma omissão clara no governo federal nessa questão que não haverá no nosso governo. [As comunidades indígenas] precisam de outro tipo de garantia que permita que eles vivam adequadamente com os seus valores, com as suas tradições e com a sua cultura”.

“O que pretendo é envolver nessa questão não apenas a Funai [Fundação Nacional do Índio], mas outros órgãos do Estado, tanto do governo estadual como, por exemplo, a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], que podem ajudar a dar a essas regiões também ou a essas comunidades tranquilidade para que possam ter uma renda, que possam viver com saúde, possam viver em segurança”, disse.

Na capital, Campo Grande, Aécio Neves citou o estado de Mato Grosso do Sul como uma das regiões onde ocorrem mais conflitos entre indígenas e produtores rurais, que precisam ser solucionados.

“A minha intenção é, conversando com o governador do estado, e aí volto à questão da parceria que teremos de estabelecer. Porque aqui essa questão é uma questão realmente extremamente grave. Eu acompanho a gravidade dos conflitos. E nós vamos, dialogando, encontrar um caminho que respeite a produção, mas que permita que as comunidades indígenas possam viver com segurança e com tranquilidade”, disse.

O candidato do PSDB comentou ainda as suas propostas para a política externa, defendendo a flexibilização das regras que impedem o país de promover acordos bilaterais devido a tratados do Mercosul.

“O Brasil perdeu uma extraordinária oportunidade de avançar, por exemplo, no acordo com a União Europeia ao longo desses últimos anos que possibilitaria uma cota maior de produtos, inclusive aqui da região, de grãos, que poderiam estar sendo vendidos para a União Europeia. E não [foram] porque esse governo optou por um alinhamento ideológico na condução da sua política externa”, declarou, acrescentando que a abertura de mercados trará benefícios como maior exportação dos produtos brasileiros, aumento de renda e de empregos no país.

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