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24/05/2016 - 12h09m

Em nova fase, Lava Jato investiga desvio de R$ 40 milhões e tem Dirceu como foco

Agência Brasil/Paula Laboissière 
Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom
José Dirceu foi condenado a 23 anos e três meses de prisão
José Dirceu foi condenado a 23 anos e três meses de prisão

Brasília - Nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (24) pela Polícia Federal e pela Receita Federal, investiga desvios de mais de R$ 40 milhões em propina por meio de contratos fraudulentos entre a Petrobras e duas empresas fornecedoras de tubos que superam R$ 5 bilhões.

Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e nove de condução coercitiva no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os dois mandados de prisão preventiva já foram cumpridos em nome dos empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique Macedo, sócios da Credencial Construtora Empreendimentos e Representações Ltda. A empresa figura nas investigações como construtora de fachada para o repasse de propina

Em entrevista coletiva para detalhar a nova fase da operação, o procurador da República Roberson Pozzobon, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, afirmou que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira receberam R$ 1,7 milhão em propina. Além disso, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi citado como um dos beneficiários dos desvios em contratos com empresas de tubulações.

Na semana passada, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, condenou o ex-ministro a 23 anos e três meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Cabe recurso da condenação.

Já o ex-diretor da Petrobras foi condenado em outras duas ações penais e a totalização das penas soma 50 anos e 11 meses de prisão.

Operação Vício

O nome da operação está relacionado à "sistemática, repetida e aparentemente dependente prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes políticos que aparentam não atuar de outra forma senão por meio de atos lesivos ao Estado. O termo ainda remete à ideia de que setores do Estado precisam passar por um processo de desintoxicação do modo corrupto de contratar, presente não ação de seus representantes", acrescenta a nota divulgada pela PF.

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