Energia eólica já tem 84 parques de geração e continua crescendo - Hoje São Paulo
São Paulo, SP, 18/08/2018
 
09/09/2013 - 15h59m

Energia eólica já tem 84 parques de geração e continua crescendo

Agência Hoje 
Reprodução
Brasil já tem 84 parques de energia eólica, a maioria no Nordeste
Brasil já tem 84 parques de energia eólica, a maioria no Nordeste

São Paulo (Agência Hoje) - Os incentivos oferecidos pelo Governo Federal para a geração de energia eólica elevou a capacidade do setor de 25 MW em 2005, para 1.886 MW em 2012, um aumento de quase 7.500%. A expectativa de técnicos da Aneel é de que até 2016, o Brasil tenha uma capacidade instalada de 7.600 MW.

A implantação de um parque eólico tem um investimento bem menor do que uma pequena hidrelétrica, pode ser instalado em menos tempo, ocupa pouco espaço e não causa impacto ambiental negativo. Ao mesmo tempo, gera emprego, oferece energia limpa e tem preferência na hora de buscar financiamento ou encontrar investidores.

A energia eólica vem aumentando sua participação no contexto energético brasileiro nos últimos anos. Desde a criação do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), e, posteriormente, os sucessivos leilões de compra e venda deste tipo de energia, a capacidade instalada de geração passou de um pouco mais de 25 MW em 2005, para 1.886 MW, ao final de 2012.

Em dezembro de 2012, o Brasil contava com 84 parques eólicos em operação, distribuídos principalmente pelas regiões nordeste (64% da capacidade instalada), e sul (35% da capacidade instalada). Em 2012, foram gerados 5.020 GWh de energia eólica – 86% acima da geração de 2011- e já respondendo por 1% da geração elétrica brasileira.

Ordem é Diversificar

O compromisso estabelecido pelo Governo é o de diversificar a matriz energética, organizar leilões que contratem energia pelo menor preço e que garantam a sustentabilidade ambiental. A energia eólica vem se mostrando mais competitiva a cada ano e vem ganhando espaço nos leilões.

Além de ser uma fonte renovável e competitiva, a energia eólica se apresenta como complementar à fonte hidrelétrica, na medida em que os melhores ventos ocorrem nos períodos de menor regime de chuvas. A geração eólica auxilia na recomposição dos níveis dos reservatórios, ou seja, possibilita a formação de acúmulo de água para geração futura.

Entre 2011 e 2021, a capacidade instalada de geração elétrica deve aumentar em 79,9 GW, sendo 28,0 GW de fontes alternativas, como biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCH). No caso da energia eólica, se espera que de 2012 a 2016 sejam instalados 7,6 GW, e entre 2016 e 2021, mais 6,2 GW. Neste contexto, a energia eólica deverá chegar em 2021 com 7,7% da capacidade instalada brasileira, contra 1,7% verificado ao final de 2012.

O Brasil é o país mais promissor do mundo em termos de produção de energia eólica, na avaliação do Global Wind Energy Council, organismo internacional que reúne entidades e empresas relacionadas à produção desse tipo de energia. Ao final de 2012, o País ocupava o 20º lugar no mundo em capacidade instalada de geração de energia a partir da força dos ventos. De 2005 a 2012, a capacidade instalada aumentou 70 vezes e foi a que mais cresceu dentre todas as fontes de energia. Não obstante o forte crescimento, a capacidade instalada brasileira representa apenas 0,6% da capacidade mundial.

Os mapas eólicos desenvolvidos pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica apontam que os ventos brasileiros apresentam ótimas características para a geração elétrica, com boa velocidade , baixa turbulência e boa uniformidade, o que possibilita fatores de capacidade de geração em alguns parques de até 50%.

No mundo, o fator de capacidade médio de geração eólica não chega a 20% (operação abaixo de 1800 horas por ano, para o total das 8.760 horas anuais), enquanto que no Brasil, o indicador foi de 34% em 2012. O potencial brasileiro de energia eólica é estimado em um pouco mais de 140 GW, avaliado para torres de 50 m de altura. Estima-se que o potencial possa mais que dobrar se forem consideradas torres de mais de 100 m de altura.

Em breve, o Nordeste contará com cinco novos parques eólicos, a serem construídos na Bahia (no município de Caetité) e Rio Grande do Norte (em Bodó, Santana do Matos e Lagoa Nova), com capacidade instalada total de 150 MW.

Para o Rio Grande do Sul está em marcha a expansão de mais de 20 parques eólicos, que somam uma potência acima de 600 MW.

Em Santana do Livramento (RS), em 2012, a Eletrosul - subsidiária da Eletrobras-, colocou em operação o Complexo Eólico de Cerro Chato, com 90 MW de potência, sendo o primeiro empreendimento a entrar em operação entre os que foram contratados pelo primeiro leilão de fontes eólicas, realizado pelo Ministério de Minas e Energia em 2009.

Ainda no Rio Grande do Sul, outros dois complexos serão construídos em Santa Vitória do Palmar e Chuí, no litoral sul, com capacidade total de 402 MW. Está também em marcha no litoral norte, no Balneário Cassino, um empreendimento de 108 MW.

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