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20/10/2013 - 10h59m

Exames de mamografia em mulheres de 50 a 69 anos aumentam 37%

Agência Hoje 
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Mulheres estão mais atentas e número de exames de mamografia cresceu em todo país
Mulheres estão mais atentas e número de exames de mamografia cresceu em todo país

São Paulo (Agência Hoje) - O número de mulheres na faixa etária de 50 anos a 69 anos que fizeram exames de detecção precoce do câncer de mama, aumentou em 37% em 2012, de acordo com pesquisa realizada pelo SUS na maioria dos municípios brasileiros. Considerando todas as idades, o crescimento foi de 26% no mesmo período.

O levantamento indicou que foram feitos 2,1 milhões de procedimentos no ano passado, contra 1,5 milhão em 2010. No total, o número de exames realizados no último ano atingiu a marca de 4,4 milhões, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Para estimular a detecção precoce do câncer de mama, o Ministério da Saúde dá início da campanha para conscientização das mulheres sobre o tema, reforçando as ações do movimento Outubro Rosa.

O movimento popular Outubro Rosa é internacional. Em qualquer lugar do mundo, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos pela saúde feminina. Em Brasília, às 18h40 de terça-feira, 1 de outubro, o prédio Central do Ministério da Saúde e o Congresso Nacional ficaram iluminados com luzes cor-de-rosa. O exemplo seguiu para todos os Estados.

O câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil. O rosa simboliza um alerta às mulheres, que devem fazer a mamografia a partir dos 50 anos, diminuindo os riscos que aparecem nesta faixa etária. Para que mais mulheres possam fazer o exame, o Ministério da Saúde investiu, em 2012, R$ 92,3 milhões - um aumento de 17% em relação a 2011.

Atualmente, o SUS tem 277 serviços na assistência oncológica que atendem a 298 unidades hospitalares distribuídas nas 27 unidades da federação para a detecção e tratamento de câncer em todo país. Com o investimento do Governo Federal, mais de 3,6 milhões de sessões de radioterapia e quimioterapia foram feitas pelo SUS, com investimento de R$ 491,8 milhões.

Para agilizar o acompanhamento dos serviços oncológicos em todo o País, o Ministério da Saúde criou o Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponível gratuitamente para as secretarias de saúde, permite o monitoramento do atendimento oncológico na rede pública por meio da inserção e processamento de dados, gerido pelo Ministério da Saúde.

O sistema funciona em plataforma web e já tem a adesão dos 27 estados brasileiros, dos quais, 17 já começaram a inserir os dados no sistema. O prazo para substituição dos demais sistemas pelo SISCAN termina em janeiro de 2014. A cobertura das informações também se estenderá a todos os tipos de cânceres. Até o momento, o sistema já recebeu mais de 104,3 mil requisições de exames, sendo 39,6 mil referentes a mamografias.

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