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12/03/2015 - 13h59m

Falar em impeachment "cheira a golpe", diz ministro Pepe Vargas

Agência Brasil/Yara Aquino 
Reprodução
O ministro disse que questionar o resultado de eleições presidenciais é um "golpe à democracia"
O ministro disse que questionar o resultado de eleições presidenciais é um "golpe à democracia"

Brasília - “Protesto pacífico e ordeiro faz bem para a sociedade”, disse nesta quinta-feira (12) o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, após participar de reunião com parlamentares da base aliada, em que debateu temas de interesse do governo no Congresso Nacional. O comentário do ministro foi feito a propósito das manifestações contra o governo previstas para o próximo domingo (15).

“Vivemos numa democracia e é legítimo que as pessoas se manifestem democraticamente, e cobrem do governo soluções para questões”, acrescentou.

Segundo ele, o protesto é um direito do regime democrático, mas ponderou que qualquer tentativa de questionar o resultado de eleições presidenciais é um "golpe à democracia". Para o ministro, falar em impeachment é desrespeitar a vontade majoritária da população brasileira que foi às urnas. “Cheira a golpe”, disse.

“Tivemos uma eleição legítima: as tentativas de questionar a legitimidade da eleição – todas elas – foram negadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Há uma presidenta no exercício do cargo, ungida pelas urnas e falar em impeachment é desrespeitar a vontade majoritária da população brasileira que foi às urnas”, disse o ministro.

Sobre a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de incluir ministro de outros partidos, além do PT, na reunião de coordenação política, Pepe Vargas disse que a medida atende à vontade dos aliados de participar das decisões do governo. "Essa coordenação tem o objetivo de aprimorar a relação com do governo internamente, de aprimorar a relação do governo com a sociedade e com o Congresso Nacional", disse.

Na quarta-feira (11), a presidenta Dilma Rousseff comentou as manifestações e disse que “passou a vida” protestando nas ruas e que não tem o “menor interesse” em restringir o direito à livre manifestação no país.

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