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26/11/2014 - 18h01m

Falta de cuidado com a saúde compromete o trânsito nas rodovias

Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Campanha da Polícia Rodoviária Federal identifica uma série de problemas de saúde de motoristas profissionais
Campanha da Polícia Rodoviária Federal identifica uma série de problemas de saúde de motoristas profissionais

Brasília - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) promoveu, nesta quarta-feira (26), uma campanha educativa sobre saúde em várias estradas do país, a PRF identificou uma série de situações de motoristas profissionais com problemas de saúde que podem interferir na segurança do trânsito. Na BR-070, que liga Brasília a Águas Lindas de Goiás, por exemplo, motoristas parados pelos policiais sequer sabiam que tinham algum problema de saúde, como alto índice glicêmico no sangue e até diabetes, doença crônica que interfere progressivamente na visão, por exemplo.

Para fazer os exames, a campanha contou com a presença do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Serviço Social do Transporte, Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e de estudantes de universidades locais. Em Brasília, a estudante de biomedicina pelo Icesp Promove, Lorrayne Katlen, verificou que muitos dos atendidos convivem com essas enfermidades crônicas sem saber que são portadores. "Hoje eu fiquei surpresa com a quantidade de pessoas atendidas com índice glicêmico muito elevado e, até mesmo, casos de diabetes já bem avançados”.

O responsável pela PRF, inspetor Ronaldo Ivan, alerta para os riscos da falta de conhecimento e de cuidados à saúde do trabalhador que refletem, em muitos casos, na segurança de todos os que trafegam pelas estradas. "Sabemos que a alimentação dessas pessoas não é muito saudável por comerem nos bares e restaurantes pelas rodovias. Esse fator [alimentação ruim], ligado a problemas como o diabetes e a pressão arterial, por exemplo, pode gerar situações onde a vida de outros passageiros, a deles próprios e a segurança nas estradas fiquem em risco", disse.

As avaliações feitas envolveram desde questionamentos quanto aos hábitos diários dos motoristas, até a triagem para o posto de saúde mais próximo, no caso de necessidade. Na primeira etapa, são recolhidos dados dos motoristas, como telefone e endereço; se são ou não fumantes; e o tempo de descanso.

Na campanha, foram medidas a circunferência abdominal e o índice de massa corporal. Os exames passam, também, por medições de gordura corporal, exames de visão e de audição, colesterol, glicemia e orientação médica. "Somente em vacinas nós aplicamos mais de 300, referentes à febre amarela, ao tétano e à hepatite B que também foram disponibilizadas aqui", disse a enfermeira da Secretaria de Saúde, Sílvia Menezes.

Lorival Rodrigues, de 62 anos e caminhoneiro há 28, considera que "essa é uma iniciativa importante e cuidar da saúde é essencial”. “Eu transporto funcionários de Brasília para o Gama – cidade administrativa do Distrito Federal. Logo que entrei na empresa fui cobrado a fazer todos esses exames e mais alguns. Mas, depois, para conseguir fazer todos esses [exames] que foram feitos aqui, ficou bem mais difícil", disse.

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