São Paulo, SP, 17/11/2019
 
13/01/2016 - 12h23m

Febre Tifoide: saiba mais sobre a doença e veja como se prevenir

Portal EBC 
Agência Brasil/Arquivo
Em um mês, entre novembro e dezembro do ano passado, os casos detectados subiram de 20 para 46
Em um mês, entre novembro e dezembro do ano passado, os casos detectados subiram de 20 para 46

Brasília - Um surto de febre tifoide, que se iniciou no segundo semestre de 2015, no município de Breves (PA), no arquipélago do Marajó, tem preocupado a população local. Em um mês, entre novembro e dezembro do ano passado, os casos detectados subiram de 20 para 46, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

A Febre tifoide é uma doença entérica febril, causada pela bactéria Salmonella typhi, através da ingestão de alimentos ou água contaminada, explica o infectologista José David Urbaez. Essa bactéria entra em contato com o intestino, podendo se localizar dentro dele ou fora, nesse último caso, asséptica, com uma disseminação pela corrente sanguínea, podendo gerar até casos fatais, esclarece o médico.

De acordo com o infectologista, a transmissão se faz por via oral/fecal, através da ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de pessoas portadoras da bactéria Salmonella typhi:

“Essa é uma doença clássica, onde associa-se a infecção com más condições de saneamento. O principal elemento dentro dessa cadeia é a eliminação dessa bactéria na matéria fecal e a maneira como ela se dissemina, como a contaminação de alguém que já teve a febre e não teve os sintomas da doença, nesse caso fica-se sem nenhum alerta de que essa pessoa está portando a bactéria, disseminando-a por meio das fezes, em alimentos e fontes de água. Devido a essa problemática, é necessário que se faça uma investigação criteriosa da fonte de água potável e sobretudo, procurar portadores assintomáticos.”

A sintomatologia da doença se dá dependendo da fase em que se encontra, que vai desde cefaleia até mal-estar geral, astenia, anorexia, mialgia, prostração, dor abdominal difusa, vômitos, diarreia ou obstipação (prisão de ventre), entretanto, classicamente o sintoma central é a febre, que vai ficando intensa e o paciente vai ficando prostrado, diz David Urbaez.

Mas o médico ressalta que a doença tem cura e o diagnóstico é realizado tomando por base o quadro de febre e os sintomas adjacentes, através de exames específicos como o hemograma, a hemocultura, coprocultura, entre outros. O tratamento é feito através de antibióticos e dependendo do caso, é necessário a internação do paciente, relata.

Se a doença não seja tratada ou se houver atraso no diagnóstico, o caso pode ser levado a perfuração e hemorragia intestinal, podendo levar o paciente a óbito, alerta o médico. David Urbaez ainda ressalta que, mesmo curado, o paciente ainda pode carregar e transmitir a bactéria para outras pessoas, por isso, é necessário a realização de exames específicos para a checar se o paciente ainda está eliminando a bactéria.

Durante a entrevista o infectologista também dá dicas:

“A prevenção fundamental são os hábitos de higiene. Deve-se ingerir água filtrada ou fervida, os alimentos devem ser lavados corretamente, com água filtrada ou fervida e deve-se lavar as mãos sempre, principalmente antes do preparo de alimentos, antes das refeições, após ir ao banheiro."

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