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23/07/2016 - 04h02m

Federais prendem na fronteira da Bolívia 11º suspeito de planejar atentados terroristas

Agência Hoje* 
Agência Brasil/Valter Campanato
Suspeitos de preparar ato terrorista no Brasil serão levados para penitenciária de segurança máxima no Mato Grosso do Sul
Suspeitos de preparar ato terrorista no Brasil serão levados para penitenciária de segurança máxima no Mato Grosso do Sul

Cuiabá, Mato Grosso - Agentes da Polícia Federal prenderam no começo da noite desta sexta-feira, 22, em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, cidade próxima da fronteira da Bolívia, o 11º suspeito de planejar atos terroristas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no período de 5 a 21 de agosto de 2016. O nome do detido não foi divulgado.

Nas primeiras ações da Polícia Federal, 10 pessoas foram presas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraíba, Ceará e Amazonas. Todos foram levados para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Polícia Federal, o suspeito também será encaminhado a um presídio federal após ser ouvido pelos agentes. Ele se entregou por volta das 18h na cidade mato-grossensse, que faz fronteira com a Bolívia.

Com a prisão de hoje, resta um brasileiro foragido na operação da Polícia Federal (PF) que investiga a possível participação de brasileiros em organização criminosa de alcance internacional, como uma célula do Estado Islâmico.

Ao concordar com os pedidos de prisão, a 14ª Vara Federal de Curitiba expediu 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, podendo ser prorrogados por mais 30.

O procurador da República, Rafael Brum Miron, responsável pela Operação Hashtag, disse e entrevista na sexta-feira, 22, que os suspeitos compartilharam informações sobre como fabricar bombas e de que formas poderiam se aproximar dos locais dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

De acordo com o procurador, todos, sem exceção, "eram bastante agressivos e falavam que precisam matar infiéis durante os jogos olímpicos. Diziam também que queriam ir para o paraíso", dando a entender que estariam dispostos a praticar suicídio.

As informações sobre os 12 brasileiros suspeitos, foram passadas às autoridades brasileiras pelo FBI, depois de um monitoramento que durou mais de 60 dias, incluindo redes sociais, telefones fixos, celulares, e-mails e conversas captadas por agentes disfarçados.

* Com informações da Agência Brasil

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