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18/07/2012 - 17h18m

Filho de Paulinho da Força, do PDT, pede demissão da Fundac

Folhapress 
Divulgação
Paulinho da Força, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PDT
Paulinho da Força, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PDT

SÃO PAULO, SP (Folhapress) - Alexandre Pereira da Silva, filho do candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força, pediu hoje demissão da Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação), que presta serviços para a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do governo paulista.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", Alexandre comandava um "escritório paralelo" na secretaria, cujo controle é do PDT.

Desde março, quando a secretaria foi assumida pelo sindicalista Carlos Ortiz, Alexandre seria o "chefe informal" da Coordenadoria de Operações. O setor é responsável pelos 243 PATs (Postos de Atendimento ao Trabalho).

Oficialmente, o coordenador de Operações da secretaria é Marcos Akamine Wolff.

Nesta tarde, Paulinho disse que a acusação contra seu filho se trata de uma perseguição política contra a "candidatura de um operário".

"Só por que ele é meu filho não pode trabalhar? Ele apenas era funcionário de uma terceirizada. Não corresponde a verdade de que ele coordenasse a secretaria."

O deputado, que é presidente licenciado da Força Sindical, afirmou não saber o que seu filho fazia na fundação. "Nem sei onde é essa secretaria. Só indiquei o secretário", disse.

O governador Geraldo Alckmin negou qualquer irregularidade. Segundo o tucano, a fundação foi contratada para fazer um trabalho relacionado com a coordenadoria.

"Como nós queremos transparência absoluta, já determinei à Casa Civil e à Corregedoria que verifiquem detalhadamente. Não vejo nenhum problema nisso, você tem uma pessoa que é contratada, recebe e trabalha", disse o governador, antes do pedido de demissão.

De acordo com o jornal, o filho de Paulinho tinha um gabinete no segundo andar da secretaria.

Em junho, uma funcionária também encaminhou, segundo a reportagem, um e-mail aos colegas em que identificava Alexandre como coordenador de Operações.

A indicação de Carlos Ortiz como secretário foi feita após acordo para que Paulinho apoie Alckmin em 2014, quando o tucano deve tentar se reeleger.

"Não tenho um acordo formal. Se estarei com Alckmin lá na frente depende de um processo", disse Paulinho.

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