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15/05/2015 - 10h14m

Flamengo: presidente defende punir clubes por salários atrasados

Portal EBC 
Reprodução
 "Se houver atraso de salário deve se cumprir o que está no regulamento", disse Bandeira de Mello
"Se houver atraso de salário deve se cumprir o que está no regulamento", disse Bandeira de Mello

Brasília - Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Clube de Regatas do Flamengo é um dos principais defensores da Medida Provisória 671, que institui o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro. Ele, que quando assumiu o Flamengo em 2013 tinha como principal compromisso o saneamento das finanças do clube, defende a medida e acredita que os clubes devam aderir a ela.

O presidente se mostra favorável à punição para clubes que atrasam salários no pagamento dos jogadores, medida da CBF que instituiu o Fair Play Trabalhista, "Se houver atraso de salário deve se cumprir o que está no regulamento. É importante que este tipo de controle exista. E depois que for aprovada a MP671, os controles vão ficar mais rígidos ainda. Então temos que nos preparar ", avisa.

No entanto, Bandeira de Mello não teme que este recurso seja usado para prejudicar os times. "Os clubes é que tem que se preparar para isto. Pelo que diz a regra a punição tem que vir de uma denuncia feita pelo próprio jogador. Depois da denúncia é estabelecido um prazo para o clube possa quitar estes compromissos e só aí existe a punição por perda de pontos. É um sistema que já existe há quatro anos na Federação Paulista e até hoje ninguém perdeu pontos por isto. Sinal que os clubes souberam se adequar."

Ainda no campo da responsabilidade fiscal, Bandeira de Mello defende a aprovação da MP 671: "Ela continua em tramitação em audiências públicas e estou confiante que haja um acordo. A MP tem pontos altamente positivos que requer ser preservados. E tem alguns aperfeiçoamentos que é do jogo democrático que sejam feitos no Congresso Nacional. Eu tenho conversado com muita gente, com vários atores deste processo, e eu acho que não é impossível chegar em um acordo que seja bom para todo mundo "

Ele está confiante que a medida irá passar sem muitas mudanças: "Acredito que o principal vai ser mantido, as contrapartidas certamente vão ter que ficar - se não a totalidade ou a grande maioria delas. E as que não ficarem serão aquelas que ao meu ver são contraproducentes. Como aquela do artigo oitavo da conta centralizadora, que eu acredito que seja uma medida ineficaz e impossível de ser cumprida. Porque hoje em dia nem pessoas físicas tem uma conta única, quanto mais uma instituição que fatura centenas de milhões de reais. Mas isto eu acredito que não seja problema. O importante é que as principais medidas sejam mantidas e acho que isto vai acontecer ", afirma.

O presidente que conseguiu transformar o Flamengo no clube com o maior faturamento do futebol brasileiro em 2014 - 334 milhões de reais - defende o mérito com a sua equipe e diz que o clube pode servir de exemplo para os outros do país. "Não é uma coisa personalista, não fui eu que fiz, é a equipe que vem me acompanhando. A gente tenta dar exemplo não só para a nossa torcida, como este exemplo pode servir para os outros clubes também. Acho que talvez não seja por causa do Flamengo mas a tendência é que você tenha um choque de gestão no futebol brasileiro e todas estas medidas de modernização venham a ser consagradas e a gente possa dentro de algum tempo viver em um novo patamar em termos de governança".

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