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05/11/2015 - 17h42m

Gurría defende a reformas estruturais no Brasil para aumentar a produtividade

Agência Brasil/Daniel Mello 

São Paulo - O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, defendeu nesta quinta-feira (4) a adoção de reformas estruturais pelo Brasil para aumentar a produtividade do trabalho no país.

“Cada vez mais, a produtividade passará a ser o principal fator de desenvolvimento. Nesse aspecto, as evidências recentes não são estimulantes”, disse Gurría, ao comparar o aumento da produtividade do trabalho no Brasil e em outros países emergentes. “Ao longo da última década, a produtividade do trabalho dobrou na China e cresceu cerca de 33% na Colômbia e na África do Sul, mas aumentou apenas 12% no Brasil”, acrescentou o representante da OCDE, ao participar de um seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Uma série de reformas estruturais poderia liberar um potencial não explorado significativo para ganhos de produtividade, além de melhorar a competitividade, reduzindo o chamado custo Brasil”, ressaltou Gurría, que citou como exemplo a reforma tributária. Ele disse que é preciso enfrentar o sistema tributário, que é oneroso e muito complexo, particularmente os impostos indiretos fragmentados, e reduzir as barreiras regulamentadoras e a carga administrativa para abertura e fechamento de empresas.

O secretário-geral da OCDE destacou ainda que é importante também abrir espaço para os investimentos do setor privado neste momento em que o país enfrenta problemas com as finanças.

Para Gurria, nesse contexto, a ampliação da infraestrutura do país tem papel estratégico. “O aumento dos investimentos em infraestrutura pode dar sustentação à demanda de curto prazo e, simultaneamente, impulsionar a produtividade e o crescimento potencial em um prazo mais longo, por meio da eliminação dos gargalos que aumentam o custo de logística e transportes.”

Em relatório divulgado nesta semana, a OCDE sugeriu que o Brasil avance com o ajuste fiscal. “Será fundamental para fortalecer as finanças públicas, restaurar a confiança do mercado e [para o país] se preparar para o intenso envelhecimento da população”. O relatório da OCDE projeta em 9,4% a inflação no fim deste ano, mas indica que o índice cairá muito, possivelmente para 4,9%, no próximo ano, se o governo tiver sucesso no esforço para aprovar a reforma fiscal.

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