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25/11/2014 - 14h02m

Há 23 anos, Freddie Mercury deixava os palcos definitivamente

Agência Hoje 
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Freddie Mercury deixava os palcos definitivamente há 23 anos
Freddie Mercury deixava os palcos definitivamente há 23 anos

São Paulo (Agência Hoje/Isabela Guiaro) - O cantor Freddie Mercury foi encontrado morto no dia 24 de novembro de 1991, em decorrência de uma broncopneumonia causada por sua condição de portador do vírus da AIDS. Ele tinha 45 anos e era assumidamente bissexual – embora seja mais conhecido como “gay”.

Freddie é muito lembrado até hoje pela sua voz potente, seu talento para composição musical e seu estilo excêntrico. Algumas de suas canções com a banda Queen são consideradas grandes hinos da música mundial, como “We Will Rock You”, “We Are The Champions”, “Bohemian Rapsody” e “I Want To Break Free”.

Vida e obra

Nascido em Zanzibar (hoje parte da Tanzânia), ex-colônia britânica; em 5 de setembro de 1946, Freddie Mercury foi batizado com o nome Farrokh Bulsara. Aos oito anos, foi estudar em Bombaim, na Índia e, quando tinha 17 anos, foi com sua família para Londres.

Freddie se formou em design gráfico pela Ealing Art College e, depois da graduação, foi trabalhar como vendedor no Mercado Kensington. Em 1969, começou uma banda chamada Ibex, depois nomeada Wreckage, que não durou muito tempo. Integrou, mais tarde, o grupo Sour Milk Sea.

Queen

No final dos anos 60, Brian May e Tim Staffel, guitarrista e baixista, respectivamente, queriam formar uma banda e estavam à procura de um baterista. Foi aí que encontraram Roger Taylor e os três batizaram a banda de Smile. Eles chegaram a fazer shows de abertura para Jimi Hendrix, até que Tim saiu.

O colega de quarto de Tim, Freddie Mercury, que sempre dava dicas para eles, foi chamado para participar do grupo, já que ele tocava piano e cantava. Ele deu a ideia, então, de mudar o nome do grupo para Queen. Em 1971, John Deacon entrou como baixista e eles gravaram 4 demonstrações para enviar às rádios, porém nenhuma delas se interessou.

Em 1972 eles conseguiram o apoio de uma gravadora e lançaram um álbum com o mesmo título da banda. Foram comparados ao grupo Led Zeppelin, mas mesmo assim não fez tanto sucesso. Mesmo assim, em 1974, a banda lançou outro disco, Queen II, que chegou ao quinto lugar nos charts do Reino Unido e os levou ao famoso programa Top Of The Tops, onde apresentaram a música “Seven Seas Of Rhye”.

Fizeram pequenos shows no Reino Unido e, ainda no mesmo ano, lançaram mais um álbum: “Sheer Heart Attak”. Dele vieram os singles “Killer Queen” e “Now I'm Here”, que os levou ao sucesso em outros países, chegando a fazer tours pelos Estados Unidos e Canadá.

O sucesso

Foi em 1975, porém, que a consolidação veio, pois eles lançaram “A Night at the Opera” e nele está um dos maiores sucessos da banda: “Bohemian Rhapsody”. A princípio, a música foi rejeitada pela gravadora por acreditarem que não faria sucesso devido aos vários estilos musicais que ela apresenta, mas no fim, ficou nove semanas no topo.

Já em 1976, com o disco “A Day at the Races”, a banda emplacou o hit “Somebody To Love”. Em “News of the World”, de 1977, estão as canções “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, os maiores clássicos da banda, considerados hinos da música mundial. Em 1978, a banda lançou “Jazz”, que foi mal recebido pela crítica e pelos fãs. Em 1979 foi lançado o álbum ao vivo “Live Killers”.

Os anos 80

“The Game” veio em 1980 trazendo o sucesso de volta. Nele estão “Another One Bites The Dust” e “Crazy Little Thing Called Love”. No mesmo ano, a banda fez a trilha sonora do filme “Flash Gordon”, que foi o maior fiasco da carreira deles. Mesmo assim, seus shows continuavam lotados e, em 1981, realizaram uma turnê pela América Latina pela primeira vez.

“Hot Space”, de 1982, veio em seguida de maneira duvidosa, com a participação de David Bowie em “Under Pressure”. Com o lançamento de “The Works”, em 1984, e o sucesso de “I Want To Break Free” e “Radio Ga Ga”, a banda foi chamada para tocar no Rock In Rio, que aconteceu em 1985, obtendo um público de 250 mil pessoas. No mesmo ano eles também se apresentaram no Live Aid em prol das crianças da África.

Em 1986, a banda voltou ao topo com o álbum “Kind Of Magic”, trazendo sucessos como “Who Wants To Live Forever”, “A Kind of Magic” e “One Vision”. No mesmo ano fizeram a sua última turnê e, em 5 de julho de 1986, fizeram o seu último show, que contou com a presença de 140 mil pessoas, em Dublin.

Separação e retorno

No ano seguinte, os integrantes se dedicaram às suas carreiras solo. Freddie lançou o álbum “The Great Pretender” e logo descobriu ser portador de AIDS, porém nunca revelou ao público, sempre negando quando interrogado. Mesmo assim, em 1988 Freddie lançou outro disco e a banda voltou em 1989 com “The Miracle”, contando com “I Want It All”.

Já nos anos 90, além de serem nomeados a banda de rock mais influente dos anos 80, lançaram o álbum “Innuendo”, no qual estão os sucessos “The Show Must Go On” e “These Are The Days Of Our Lives”.

Morte

Em 23 de novembro de 1991, Freddie gravou uma declaração afirmando que tinha AIDS e, 12 horas depois, no dia 24, morreu, aos 45 anos por broncopneumonia. Em 20 de abril de 1992 foi feito o “The Freddie Mercury Tribute Concert”, reunindo diversos cantores e bandas, além dos integrantes do Queen, para cantar os maiores sucessos da banda em tributo a ele.

Em 1995 foi lançado o último álbum de estúdio, “Made In Heaven”, com gravações antigas e descartadas. Dois anos mais tarde, os integrantes gravaram o clipe de “No One But You” em homenagem a Freddie. Depois resolveram se dedicar a suas famílias, sendo que até hoje, em alguns casos, eles se juntam para algumas apresentações, como o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, com Jessie J nos vocais.

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