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13/11/2014 - 13h53m

Iniciativas de estimulo à indústria devem ser entregues em um mês

Agência Brasil/Paulo Victor Chagas  
Reprodução
As medidas tem por objetivo aumentar a competitividade do setor
As medidas tem por objetivo aumentar a competitividade do setor

Brasília - No momento em que o emprego e a produção da indústria brasileira apresentam dados de queda nos últimos meses, o governo federal planeja uma série de medidas na tentativa de aumentar a competitividade do setor.

A estratégia adotada na última quarta-feira (12) foi elencar grandes temas que serão debatidos nas próximas semanas entre os ministérios e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Infraestrutura, desburocratização, comércio exterior, compras governamentais e inovação formam as prioridades descritas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, após se reunir com o presidente da CNI, Robson Andrade.

O ministro informou que serão criados grupos, integrados com vários ministérios, que terão o compromisso de entregar em cerca de um mês os resultados à presidenta Dilma Rousseff, contendo iniciativas concretas a serem tomadas pelo governo.

O filtro foi feito “de comum acordo” com a indústria, segundo Mercadante, a partir de um documento com 42 propostas para melhorar a competitividade da indústria, entregue em julho aos candidatos à Presidência durante a campanha eleitoral deste ano.

“Teremos uma nova equipe do governo em breve, muitos ministros continuarão, outros serão novos nomes, e esse trabalho vai ajudar também a impulsionar a nova equipe econômica focada no aumento da produtividade e da competitividade do Brasil”.

Avaliando as ações do governo para infraestrutura como “avançadas”, Mercadante explicou que o foco é acelerar a parceria do setor público com o privado e os investimentos no setor. Grupos de trabalho temáticos foram criados, segundo o ministro, para alavancar propostas concretas de melhoria em setores como rodovias, ferrovias, portos, energia e mobilidade urbana.

Na desburocratização, o objetivo é dialogar com o Ministério da Fazenda para encontrar formas que simplifiquem o modelo tributário. Segundo ele, a discussão sobre esse tema não passa apenas pela carga tributária. “É também o custo do pagamento, o conjunto de normas, a burocracia, o custo que o país paga por uma estrutura complexa e às vezes quase irracional”, disse Mercadante.

“Defendemos que o Brasil precisa fazer acordos internacionais, esse é um ponto muito importante. A gente precisa avançar com mais rapidez, abrir mercados para a economia brasileira”, destacou Robson Andrade, em referência ao tópico do comércio exterior. O presidente da CNI defendeu também a presença de adidos comerciais em países estratégicos com o objetivo de se informarem sobre incentivos fiscais e barreiras ao comércio que “muitas vezes desconhecemos”.

Sobre as compras governamentais, o ministro Mercadante disse que o Brasil chegou atrasado na alavancagem da produção local. “Você fomentar cadeia produtiva, gerar mais valor agregado, estimular a demanda de cadeias produtivas estratégicas”, exemplificou, dizendo que os ministérios da Defesa, da Saúde e da Educação serão os principais focos da política.

Além de interfaces já existentes com vários organismos que trabalham no estímulo à inovação, Mercadante ressaltou que será importante a criação de um grupo de trabalho, neste âmbito, para criar uma cultura de inovação no país e formar talentos.

O ministro disse que o prazo para os grupos, cada um com seus membros já compostos, entregarem respostas é até mais ou menos 15 de dezembro, e frisou a importância da priorização. “Não queremos ficar abrindo uma série de frentes. O governo quer entregar. Tem que ter resposta, resultado. E é isso que a indústria precisa e espera”.

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