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10/03/2016 - 09h56m

Japão defende energia nuclear, a um dia do aniversário do acidente em Fukushima

Agência Lusa 

Tóquio - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, defendeu que o país não pode ficar sem energia nuclear, em uma conferência de imprensa na véspera do quinto aniversário do acidente nuclear de Fukushima.

Em 11 de março de 2011, um maremoto de 9 graus de magnitude ao longo da costa Nordeste do Japão deu origem a uma onda gigantesca que varreu aquela região do arquipélago, deixando cerca de 18,5 mil mortos e desaparecidos.

As três regiões mais atingidas foram Iwate, Miyagi e Fukushima, onde se situa a central nuclear de Fukushima Daiichi e que sofreu o pior acidente nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, quando o núcleo de três dos seis reatores em funcionamento entrou em fusão.

Dois reatores foram reativados recentemente depois de terem sido considerados seguros de acordo com o novo regulamento de segurança, criado após o desastre de Fukushima.

Shinzo Abe declarou que o governo "não vai mudar sua política" nuclear, que permite reativar reatores considerados seguros..

Atualmente, existem 43 reatores nucleares no Japão (contra 54 antes da catástrofe de Fukushima), mas apenas dois estão em funcionmento. Outros dois - Takahama 3 e 4 - entraram em funcionamento total ou parcial, após a decisão judicial.

De acordo com pesquisas de opiniões feitas regularmente por meios de comunicação japoneses, a maioria da população é contrária ao reativamento de centrais nucleares.

O Japão, sexto emissor mundial de gases de efeito estufa, comprometeu-se a reduzir em 26% as emissões, entre 2013 e 2030.

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