São Paulo, SP, 24/06/2019
 
24/05/2014 - 02h24m

Jazz Sinfônica faz concerto com a dupla portuguesa Maria João & Mário Laginha

Agência Hoje 
Divulgação
Maria João e Mário Laginha na Jazz Sinfônica com entrada gratuita no Ibirapuera
Maria João e Mário Laginha na Jazz Sinfônica com entrada gratuita no Ibirapuera

São Paulo (Agência Hoje) - A dupla portuguesa Maria João & Mario Laginha fará apresentação gratuita em concerto promovido pela Jazz Sinfônica+ do Estado de São Paulo em nova temporada. O evento será realizado no domingo, dia 25 de maio, às 11h, no Auditório Ibirapuera, com plateia externa.

A Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, é um corpo artístico da Secretaria de Estado da Cultura, e preparou o novo concerto da temporada da série Jazz Sinfônica+. para apresentação ao ar livre, no palco externo do Auditório do Ibirapuera. Está confirmada a presença internacional de Mário Laginha (pianista) e Maria João Grancha (voz).

A regência é de Fábio Prado. O concerto traz um repertório que mescla composições de grandes nomes da música popular brasileira e peças de autoria do duo.

A cantora Maria João e o pianista Mário Laginha trabalham juntos há quase 20 anos. Já realizaram centenas de concertos ao redor do mundo e sua discografia é extensa. Mário, um dos maiores pianistas da atualidade, e Maria, cantora de recursos vocais inconfundíveis, possuem um repertório que sempre reservou espaço para a música brasileira.

A intérprete é conhecida pela voz aguda e afinada, que acompanha o piano de Laginha, em duelos jazzísticos virtuosísticos.

A temporada 2014 da Série Jazz Sinfônica+ apresentará ao longo do ano uma programação diversificada, a preços populares, com participação de grupos como Vento em Madeira, Trio Corrente, o cantor Zé Luiz Mazziotti. Ainda entre os destaques, um concerto em homenagem ao centenário de um dos maiores nomes da música brasileira: Dorival Caymmi. Todas as apresentações da série acontecem no Auditório Ibirapuera.

Elogiada pelas boas apresentações que realiza, a Jazz Sinfônica é um corpo artístico estável do Governo do Estado de São Paulo e atua sob a gestão da Organização Social de Cultura Instituto Pensarte. Para temporada deste ano, conta com o patrocínio do Itaú Unibanco. Mais informações no www.jazzsinfonica.org.br.

PROGRAMA

Prelúdio em E

Johann Sebastian Bach

Arranjo | Cyro Pereira

Carinhoso

Pixinguinha

Arranjo | Cyro Pereira

Toada

Cyro Pereira

Valsa Brilhante

George H. Green

Arranjo |Cyro Pereira

Solista | Gláucia Vidal, Marimba

Lobos, Raposas e Coiotes

Mário Laginha

Arranjo | Mário Laginha

Sete Facadas

Mário Laginha

Arranjo | Mário Laginha

Solista |Maria João, voz

Parrots and Lions

Mário Laginha

Arranjo | Mário Laginha

Solista |Maria João, voz

Chorinho Feliz

Mário Laginha

Arranjo | Mário Laginha

Uma casa com gente

Mario Laginha

Arranjo | Mário Laginha

Beatriz

Chico Buarque e Edu Lobo

Arranjo | Mário Laginha

Filhotes

Mário Laginha

Arranjo | Mário Laginha

SERVIÇO

25/05 – Jazz Sinfônica + Maria João e Mário Laginha

Regência: Fábio Prado

Artistas convidados: Maria João (voz) e Mário Laginha (piano)

Quando: 25 de maio, domingo, às 11h, no Auditório Ibirapuera | plateia externa

ENTRADA FRANCA

BIOGRAFIA

Maria João & Mário Laginha mantêm há mais de duas décadas um duo de invulgar cumplicidade, com centenas de concertos efectuados em Portugal e no estrangeiro e vários discos gravados.

“Iridescente”, o mais recente opus do duo, demonstra, uma vez mais, o enorme talento e criatividade de Maria João e Mário Laginha. Resultado de uma encomenda feita pela Fundação Calouste Gulbenkian para um concerto incluído no ciclo Músicas do Mundo, a música de “Iridescente” foi composta propositadamente para um invulgar ensemble: voz, piano, acordeão, harpa e percussão.

Maria João assina todas as letras e pela primeira vez estende a sua capacidade criativa à música, - é de sua autoria o tema que dá nome ao álbum -, todos os restantes temas e arranjos são da responsabilidade de Mário Laginha.

A capacidade inovadora do duo proporciona em cada novo disco e nas actuações em palco, momentos de criatividade e emoção. A música que interpretam não se pode rotular, sendo, muito simplesmente, a que gostam de fazer. Nela se encontram a originalidade e as influências sonoras dos países por onde passam para apresentar os seus espectáculos. Juntos gravaram, até agora, mais de uma dezena de discos, todos eles aclamados pela crítica da especialidade.

A carreira de Maria João, tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de jazz da Europa e do mundo. Um percurso iniciado na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e que, em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas no estrangeiro.

Possuidora de um estilo único, tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe, não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da actualidade. Unânimes no aplauso, crítica e público nomearam-na “uma voz levada às últimas consequências”, declarando-a “uma cantora que não pára de evoluir”.

Para além da sua parceria com Mário Laginha, gravou em nome próprio: “Sol”; “João”, disco dedicado ao cancioneiro popular do Brasil; “Amoras e Framboesas” com a Orquestra Jazz de Matosinhos e “Electrodoméstico” com Ogre, o seu mais recente projecto em quinteto.

A nível internacional trabalhou com prestigiados nomes da música, tais como: Aki Takase; Bob Stenson; Christof Lauer; David Linx; Gilberto Gil, Joe Zawinul; Laureen Newton; Lenine; Guinga; Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Ralph Towner, Manu Katché; Saxofour, Brussels Jazz Orchestra, Fankfurt Big Band, entre muitos outros.

Para Mário Laginha, fazer música é também um acto de partilha. E tem-no feito com personalidades musicais fortes: Maria João, Bernardo Sassetti, até ao seu desaparecimento, e com Pedro Burmester. Nos três duos é evidente a sua criatividade, uma grande solidez rítmica, uma enorme riqueza harmónica e melódica.

Criou o Trio de Mário Laginha com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão com o qual editou o CD "Espaço", em que relaciona a sua música com o universo da Arquitectura, e “Mongrel” uma irreverente leitura da música de Frédéric Chopin. Em “Terra Seca”, último disco em Trio, explora a sonoridade da Guitarra Portuguesa, instrumento habitualmente utilizado no fado, mas que aqui ocupa um papel de solista, numa linguagem musical completamente inovadora.

Na sua discografia, já extensa, tem ainda trabalhos a solo - o premiado "Canções e Fugas"; em quinteto; em duo com Maria João, com Bernardo Sassetti e com Pedro Burmester e ainda em trio com estes dois pianistas.

Tem tocado e gravado com músicos excepcionais como Wayne Shorter, Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, André Mehmari, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Julian Argüelles, Helge Andreas Norbakken, Django Bates.

Com enorme versatilidade e domínio da composição, escreveu para diversas formações, como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Filarmónica de Hannover, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble Casa da Música, o Drumming - Grupo de Percussão, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica de Bruxelas.

Entre as peças de sua autoria destacam-se música para teatro e cinema, um concerto para piano e orquestra estreado no Festival Internacional de Música do Algarve, e um concerto para clarinete e orquestra, composto para Guimarães Capital da Cultura 2012.

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