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25/03/2014 - 05h18m

Lúcia Helena deixa Divino/Jundiaí após 41 anos e muitas emoções

Agência Hoje 

Jundiaí (Agência Hoje) - Lúcia Helena Scarpelli Gumerato foi jogadora, professora e técnica do Divino/Jundiaí, passou por emoções fortes nas derrotas e nas grandes vitórias. Agora, aos 57 anos, ela deixa oficialmente a coordenação do time, mas permanece como referência do basquete na cidade, no Estado e no Brasil.

Ainda adolescente, chegou para estudar em Jundiaí e jogar no Divino quando tinha 15 anos e já media 1 metro e 83 centímetros. Convidada pelo padre Divo, ela se destacava pela simpatia nos pequenos trabalhos que fazia na tesouraria e na secretaria da escola e também pela garra nas quadras em dias de jogos.

Hoje, 41 anos depois, ela sai de cena no clube que ajudou a construir. Nascida em Potirendaba, Estado de São Paulo, Lúcia se transformou em uma colecionadora de títulos. Pela seleção brasileira, conquistou o Mundialito, Sul-Americano, Universíade.

O momento inesquecível como jogadora, porém, foi a conquista dos Jogos Abertos de 1979, em Araçatuba. Na época, o time de Jundiaí faturou o título ao vencer a fortíssima seleção de Catanduva.

“A equipe adversária era muito forte, com Hortência e companhia. A festa do título já estava até preparada por Araçatuba. Elas começaram bem o jogo e depois de um tempo pedido pelo Nestor (Mostério, técnico da equipe de Jundiaí), ‘entramos’ no jogo e a história inverteu. A torcida começou a mudar para o nosso lado e vencemos a partida com 11 pontos de diferença. Foi inesquecível! A (Magic) Paula fez uma cesta do meio da quadra nessa partida”, explicou.

Ela encerrou a carreira de atleta em 1988 pelo Divino e continuou na escola como professora, coordenadora e com a escolinha de basquete para alunos e crianças interessadas. “Trabalhei em todas as categorias e iniciei a escolinha no local. Só tenho boas lembranças de lá e isso não se apaga”, explicou.

No ano passado, como coordenadora do projeto, ela ficou em constante contato com o secretário de Esportes, Cristiano Lopes, por causa da parceria entre a Prefeitura de Jundiaí e o Divino Salvador. “Sempre fui muito bem recebida pelo Cristiano Lopes. Tudo o que o Divino precisou ou solicitou, como pagamento de aluguel de casa para atletas, bolsas, transporte, a Prefeitura atendeu. Tudo que foi prometido, foi cumprido.”

Lúcia comenta o fim do ciclo. “Saio de consciência limpa e com a certeza de que fiz tudo que estava ao meu alcance e com muita seriedade. O padre Divo foi meu segundo pai. Assim que soube da minha saída, o Cristiano Lopes me chamou e disse que está à disposição para tudo o que precisar. Tenho algumas coisas em vista, mas vou descansar primeiro”, lembrou.

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