São Paulo, SP, 24/06/2019
 
16/09/2014 - 14h01m

Luciana Genro propõe a desmilitarização das polícias militares

Agência Brasil/Luciano Nascimento  
Reprodução
Durante panfletagem em Porto Alegere, a candidata do PSOL à Presidência da República, defendeu a desmilitarização da polícia militar
Durante panfletagem em Porto Alegere, a candidata do PSOL à Presidência da República, defendeu a desmilitarização da polícia militar

Brasília - A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, defendeu na última segunda-feira (15) a desmilitarização das polícias militares como forma de enfrentar a violência policial. A candidata participou nesta de panfletagem no centro de Porto Alegre. “Precisamos desmilitarizar, democratizar, dar treinamento e pagar salários dignos para que a polícia possa cumprir seu papel. As torturas e mortes que nós vimos na época da ditadura militar continuam acontecendo nas delegacias e nos presídios. Por isso, nós queremos uma transformação nas polícias, garantindo treinamento adequado e proteção aos direitos humanos da população”, disse a candidata,

Luciana disse que a violência praticada por policiais é uma herança do período da ditadura militar. Segundo a candidata, a impunidade de torturadores da ditadura levou a polícia a ignorar os direitos humanos. “Nós entendemos que a impunidade dos torturadores do passado se reflete na violência policial e no tipo de polícia que nós temos hoje, uma polícia que, em vez de garantir os direitos humanos, invade as periferias e tem uma postura de violação dos direitos humanos”, afirmou.

A candidata defendeu também mudanças na legislação voltada para o combate às drogas. Para ela, a política atual fracassou e acaba promovendo o encarceramento de jovens pobres. “A política de segurança hoje é ancorada em uma pretensa guerra às drogas, mas só encarcera pequenos traficantes, permitindo que os grandes traficantes, como, por exemplo, um senador que teve apreendido seu helicóptero com cocaína, continuem soltos. A maior impunidade no Brasil é a dos crimes de colarinho branco”, defendeu.

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