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06/04/2016 - 09h33m

Macri está "tranquilo" após aparecer como dono de segunda offshore, diz governo

Agência Brasil/Mônica Yanakiew 

Buenos Aires - O chefe de Gabinete da Presidência da Argentina, Marcos Peña, disse na terça-feira (5) que o governo está “tranquilo” após o nome do presidente argentino, Mauricio Macri, ter sido citado como controlador de uma segunda offshore nas Bahamas, a Kagemusha. Segundo Peña, não há motivo para preocupação porque “as sociedades foram declaradas ao fisco argentino” e “não há nada de oculto”.

Macri também foi citado como como vice-presidente da Fleg Trading, uma sociedade que funcionou nas Bahamas de 1998 até o final de 2008, quando foi dissolvida, nos Panamá Papers, uma investigação jornalística publicada no último sábado (2) pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês).

Macri deu entrevista assegurando que não fez nada ilegal e elogiando a publicação dos Panamá Papers: 11,5 milhões de documentos, do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, especializado na abertura de empresas em paraísos fiscais.

O acervo da Mossak Fonseca foi entregue, por uma fonte anônima, ao jornal alemão Suddeutsche Zeitung, que decidiu compartilha-lo com o CIJI. A apuração – da qual participaram 376 jornalistas de 76 países, inclusive o Brasil – durou um ano e revelou como 143 políticos (entre os quais doze atuais e ex-chefes de Estado e de governo) tem feito uso de paraísos fiscais.

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