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10/11/2013 - 22h34m

Mãe e padastro do garoto Joaquim estão presos; ele foi morto e depois jogado no rio

Agência Hoje 
Reprodução

Ribeirão Preto (Agência Hoje) - A Polícia Civil prendeu Natália Ponte, mãe do garoto Joaquim Ponte Marques, de três anos, que foi encontrado morto boiando no rio Pardo, a 120 quilômetros de distância da cidade. Também foi preso o padrasto, Guilherme Raymo Longo, principal suspeito de ter causado a morte.

A prisão temporária foi decretada pela Justiça, depois que o Instituto Médico Legal de Barretos liberou um laudo informando que o garoto não morreu por afogamento. Os médicos chegaram a essa conclusão depois de constatar que não havia água nos pulmões de Joaquim, o que comprova que ele estava morto quando foi atirado ao rio. O documento foi assinado por dois  médicos legistas.

O delegado seccional João Osinski Júnior, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior, disse que acompanhou os exames feitos no IML e constatou que não havia água nos pulmões do menino. Segundo ele, assim que confirmou a situação, solicitou oficialmente o atestado aos médicos legistas e imediatamente deu entrada na Justiça em novo pedido de prisão de Natália Ponte e Guilherme Longo, sendo atendido.

A casa onde moram a mãe e o padrasto de Joaquim estava sendo vigiada pela Polícia por causa das ameaças de vizinhos de atacarem os dois. Irritados com a atitude dos dois, que tratavam o caso com certo despreso, vários moradores pediam justiça e faziam ameaças.

Segundo testemunhas, ao saber que o corpo tinha sido encontrado e a identidade do garoto confirmada, o padrasto Guilherme Raymo Longo teria dito  "maravilha, agora vamos procurar os advogados e ver o que acontece". Levados ao IML para fazer exame de corpo de delito, os dois presos serão ouvidos em novos depoimentos e depois levados para o presídio.

Veja o que foi publicado neste domingo, 10, às 16h48, logo depois que o corpo de Joaquim foi encontrado:

BOMBEIROS ENCONTRAM CORPO DE MENINO DE 3 ANOS DESAPARECIDO EM RIBEIRÃO PRETO

Ribeirão Preto (Agência Hoje) - Soldados do Corpo de Bombeiros encontraram o corpo do garoto Joaquim Ponte, de 3 anos, boiando no rio Pardo, na zona rural de Barretos. O menino estava desaparecido desde a terça-feira, 5. Levado para o Instituto Médico Legal, ele foi reconhecido pela mãe, Natália Ponte, e pelo pai, Arthur Paes.

O delegado seccional João Osinski Júnior, diretor do Deinter 3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), disse que o reconhecimento foi feito a partir das roupas usadas pelo menino, um pijama estampado comprado pela família. Joaquim Ponte, com apenas 3 anos de idade e apresentando quadro de diabetes sumiu de casa em um episódio ainda cercado de mistério e que envolve o padrasto Guilherme Longo.

Em depoimento à Polícia, o padrasto confessou que era dependente de cocaína e tinha saído pouco depois da meia noite de terça-feira para comprar drogas. Como não encontrou, voltou para casa e foi deitar. Pela manhã, a mãe de Joaquim foi ao quarto para aplicar a injeção de insulina que o garoto era obrigado a tomar todos os dias e não o encontrou.

A partir de investigações feitas pela Polícia Civil, os agentes encontraram evidências de que o padrasto Guilherme Longo teria andando ao lado do garoto nas margens do córrego Tanquinho que passa nas proximidades da casa da família, no Jardim Independência. O córrego é afluente do rio Pardo, onde o corpo foi encontrado neste domingo, 10.

Com base nos elementos de que dispunha a Polícia e o Ministério Público Estadual pediram a prisão temporária do padrasto, Guilherme Longo, e da mãe, Natália Ponte, mas a Justiça negou, alegando falta de provas.

De acordo com o delegado João Osinski Júnior a apuração do caso será rigorosa. “Vou pedir vários exames, se for confirmado que é o Joaquim. Precisamos saber de várias coisas, se foi esganado, por que lesão morreu”, disse ele. A casa onde mora a mãe do menino e o padrasto está protegida pela Polícia. Teme-se pelo ataque de vizinhos revoltados.

Durante toda a semana, o pai biológico e o tio do garoto circulavam pelo centro e principais bairros de Ribeirão Preto mostrando cartazes com a fotografia do menino. Em várias ocasiões ele se queixou do comportamento da mãe e do padastro, que na sua opinião tratavam o desaparecimento com descaso. A confirmação da identidade de Joaquim e da causa da morte deverá ser feita pela Polícia até terça-feira, 12.

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