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18/10/2016 - 10h42m

Mais de 20 mil crianças chegaram a Itália sozinhas, diz Unicef

Agência Brasil/Agência Lusa 
Agência Brasil/Vladimir Platonow
Famílias de refugiados vivem em bairros humildes, na periferia de Sanliurfa, no Sudeste da Turquia
Famílias de refugiados vivem em bairros humildes, na periferia de Sanliurfa, no Sudeste da Turquia

Roma - O número de crianças sozinhas nos barcos superlotados de migrantes que continuam a chegar à costa da Itália atingiu um recorde este ano, alertou nesta terça-feira (20) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Três recém-nascidos, duas crianças que nasceram em barcos da Guarda Costeira italiana no Mediterrâneo Central e uma terceira que nasceu num porto estão entre as refugiadas e migrantes que chegaram recentemente à Itália”, informa o Unicef em comunicado.

Só nos primeiros nove meses de 2016 chegaram mais crianças do que durante todo o ano de 2015, compara a agência, acrescentando que, entre janeiro e outubro, mais de 20 mil menores, não acompanhados e separados de suas famílias, chegaram pelo mar ao país.

Esse número ultrapassa o total de 2015, ano em que chegaram 16.500 crianças, das quais 12.300 não acompanhadas ou separadas de suas famílias.

“Este ano, mais de 90% das crianças viajaram sozinhas, enquanto em 2015 o índice de crianças não acompanhadas era de 75%”, diz o Unicef.

A maioria das crianças nessa situação chega da África Ocidental, mas, este ano, foi registrado também um aumento das crianças procedentes do Egipo, informa a instituição.

Segundo uma equipe do Unicef na região, “a situação das crianças refugiadas e migrantes na Itália é cada vez mais desesperadora e o sistema nacional de proteção infantil está sobrecarregado”.

Citada no comunicado, Sabrina Avakian, integrante do Unicef que está atualmente na Calábria, na Itália, lembra que a região acolhe “centenas de crianças com necessidades muito urgentes”, toda semana. “Todos eles precisam de proteção adequada e alojamento. E todo este processo demora muito tempo”.

Mais de 3.100 pessoas morreram afogadas no Mediterrâneo só nos primeiros nove meses deste ano, número que também é recorde, lembra o Unicef, ressaltando que se desconhece quantas crianças estão entre os mortos no mar.

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