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13/12/2015 - 18h09m

Manifestações em 16 capitais e 103 cidades pedem o impeachment de Dilma Rousseff

Agência Hoje 
Agência Brasil/Valter Campanato
Manifestantes tomam conta da Esplanada dos Ministérios para pedir impeachment de Dilma
Manifestantes tomam conta da Esplanada dos Ministérios para pedir impeachment de Dilma
  • Camisas amarelas e bandeiras do Brasil levados para as ruas em Brasília
  • Polícia Militar estimou em mais de seis mil pessoas os participantes da manifestação na Esplanada dos Ministérios

São Paulo (Agência Hoje) - Manifestações realizadas em praticamente todos os Estados do país pedem a votação imediata do impeachment e a saída da presidente Dilma Rousseff do Governo. O movimento começou por volta das 10h, em Brasília, e se espalhou em pouco tempo por 16 capitais e 103 cidades de médio e grande porte.

O número de manifestantes é menor do que nos protestos anteriores, fato comemorado como positivo pelos assessores do Governo. Para o líder do Movimento Vem Pra Rua, Rogério Cheques, porém, isso é apenas um "esquenta" de preparação de um grande movimento marcado para 13 de março de 2016.

"Esse é o primeiro passo dessa nova fase da mobilização do povo”, declarou ele, enquanto acompanhava a chegada de pessoas com bandeiras e cartazes na avenida Paulista, em São Paulo. Parte dos manifestantes também pediu a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Não queremos corruptos. Fora Dilma, Fora Lula, Fora Cunha", gritavam.

MANIFESTANTES PRÓ-ÍMPEACHMENT NA AVENIDA PAULISTA

São Paulo (Agência Brasil/Daniel Mello) - Desde o final da manhã de hoje (13), manifestantes favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff concentram-se na Avenida Paulista, região central da capital. Vários carros de som estão estacionados ao longo da via, que, aos domingos, tem o tráfego de veículos interrompido. Os participantes do ato vestem camisas amarelas ou trazem adereços, como lenços faixas e pintura de rosto com as cores da bandeira nacional.

Para o líder do Movimento Vem Pra Rua, um dos organizadores do protesto, Rogério Chequer, os atos de hoje, que ocorrem em diversas cidades, são “o primeiro passo dessa nova fase da mobilização do povo”.

As manifestações deste domingo são as primeiras que pedem a destituição de Dilma desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. “É uma fase importante, porque já tem uma busca concreta por mudança, e estamos apenas começando”, disse Chequer.

Ele admitiu que a manifestação de hoje deve ser menor do que outras ocorridas ao longo deste ano. “Houve muito pouco tempo de divulgação. É normal que um movimento com menos tempo de divulgação tenha menos gente. Não nos surpreende”, ressaltou. Segundo o líder do Vem Pra Rua, a mobilização é importante para pressionar os parlamentares. “É preciso que esses deputados, já a partir de agora, se posicionem e mostrem a sua posição com relação ao impeachment.”

Acompanhado da esposa e das duas filhas, de 7 e 5 anos, o administrador Eduardo Longo disse acreditar que o protesto é parte de um momento histórico. “A gente não aguenta mais este governo. Primeiro, a corrupção está enorme. Depois, as medidas econômicas, as pedaladas fiscais e uma série de subsídios para setores escolhidos. Coisas que não incentivam uma economia livre”, reclamou.

Longo ressaltou que não é entusiasta de um possível governo Michel Temer, mas considera a possibilidade de o vice-presidente assumir o cargo, caso ocorra o impeachment, como um passo necessário para mudança de rumos no país. “Como foi com o [ex-presidente e atual senador] Fernando Collor, lá atrás, o Itamar Franco foi um governo de transição. Ou seja, você saiu de um polo e foi para o outro.”

Além dos grupos que pedem a destituição de Dilma, aproveitam a mobilização militantes da campanha pela redução de impostos promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e partidários da volta do regime militar.

NO RIO, MANIFESTANTES DEFENDEM NOVAS ELEIÇÕES

Rio de Janeiro (Agência Brasil/Vladimir Platonow) - Manifestantes que participam neste domingo, na Praia de Copacabana, de passeata a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff defendem também a convocação de novas eleições.

Embora o alvo principal dos ativistas seja o afastamento da presidente da República, é grande o número de pessoas que defendem a saída do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"A corrupção mata neste país. Tem que tirar todo mundo. Eu temo o Temer. Quero novas eleições", disse a biomédica Ana Lúcia Fragoso Kneip, que levava um cartaz onde estava escrito: "Fora, Renan e Eduardo Cunha", com as siglas PT e PMDB riscadas com um xis.

A professora universitária Silvia Soares também defendia mudanças gerais, com a convocação de novas eleições: "A Dilma é só uma pessoa. Não adianta tirar só ela. O problema é o nosso sistema corrupto. A gente tem que mudar o sistema político. Tem que haver uma cassação de chapa, porque se o Temer foi eleito com dinheiro roubado, ele tem que sair junto com ela [Dilma]. A solução é chamar novas eleições", afirmou.

Para a aposentada Sandra Maria Bernhardt, o principal objetivo é a saída de Dilma da Presidência. "Que a Dilma saia e o Temer assuma, por enquanto. É o que temos para o momento", disse Sandra, que fez questão de comparecer à passeata, apesar do calor forte, em uma cadeira de rodas.

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