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13/03/2016 - 00h50m

Manifestantes esperam mais de 1 milhão de pessoas nas ruas exigindo a saída de Dilma

Agência Hoje* 
Agência Brasil/Arquivo
Dilma ao desembarcar de helicóptero no Palácio do Planalto pede paz e respeito à democracia durante manifestações
Dilma ao desembarcar de helicóptero no Palácio do Planalto pede paz e respeito à democracia durante manifestações

São Paulo (Agência Hoje) - A estimativa dos líderes dos movimentos sociais Vem Pra Rua e MBL (Movimento Brasil Livre) calculam que mais de 1 milhão de pessoas devem sair às ruas neste domingo, 13, para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff do Governo. A expectativa é de que a maior presença ocorra na avenida Paulista, em São Paulo,

De acordo com informações das lideranças, só o evento do Vem Pra Rua no Facebook já conta com aproximadamente 5,5 milhões de convidados. 329 mil pessoas confirmaram presença e 95 mil demonstram interesse.

O grupo chamou a atenção sobre o nível de interesse da população. "Para se ter uma ideia das proporções do ato de domingo, em março do ano passado, quando ocorreu a maior das manifestações até hoje, foram 800 mil convidados na página do Vem Pra Rua, e 100 mil pessoas que confirmaram presença".

As informações indicam que as páginas de Facebook do Vem Pra Rua e do MBL têm registrado procura recorde. O Vem Pra Rua já tem 960 mil seguidores, registrando 17,8% de crescimento entre os dias 03 e 09 de março. A página do MBL cresceu 32,4% na semana analisada, chegando a 445,3 mil seguidores.

Parte do sucesso no engajamento da população se deve, de acordo com os movimentos, à divulgação da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo, que cita a presidente Dilma Rousseff, e à condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Polícia Federal. O petista é o alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato.

Um dos setores mais mobilizados para participar das manifestações do próximo dia 13 é o da juventude, segundo informaram os representantes dos movimentos sociais.. Em Palmas, por exemplo, diversos grupos independentes têm se organizado. Um deles é o Tucanos do Cerrado.

Para o líder do grupo, o procurador Cleiton Bandeira, a participação dos jovens nos protestos é fundamental.

“Os jovens são sonhadores e acreditam que a política pode ser praticada de maneira diferente, sem corrupção e todos esses vícios da política atual. O que a gente notou em todos os protestos anteriores, é que os jovens exigem novas práticas políticas, com ética, eficiência e sobretudo com respeito ao voto do eleitor”, afirmou.

O líder dos Tucanos do Cerrado disse ainda que o ato do próximo domingo é a oportunidade para que os jovens, que hoje estão sem perspectivas, reivindiquem para si um futuro melhor.

“Eles tiraram dos jovens a possibilidade de um futuro melhor, destruíram os sonhos de milhares com o corte de verbas na educação. O maior erro que o lulopetismo cometeu foi o estelionato eleitoral que promoveu nas eleições. O fim deste governo nunca esteve tão próximo, mas depende das ruas. Portanto, dia 13 vai ser uma festa da cidadania, vamos ocupar as ruas do país para dizer um basta à corrupção e pedir um novo governo”, completou.

* Com informações do Diretório Estadual do PSDB

DILMA PEDE PAZ E RESPEITO DURANTE MANIFESTAÇÕES DE HOJE

Brasília (Agência Brasil/Marcelo Brandão) - A presidente da República, Dilma Rousseff, disse hoje que as manifestações contra seu governo, marcadas para este domingo (13) em várias cidades do país, devem ser tratadas “com todo respeito”. Durante visita ao município de Franco da Rocha (SP), Dilma aproveitou para defender a liberdade de expressão e a democracia.

“Para mim é muito importante a democracia no nosso país, então eu acredito que o ato de amanhã deve ser tratado com todo respeito", disse. "Então, eu faço um apelo pela paz e pela democracia", afirmou. "Nós vivemos um momento em que as pessoas podem se manifestar, podem externar o que pensam, e isso é algo que nós temos de preservar”.

Dilma também pediu para que as manifestações ocorram em paz, sem violência ou vandalismo. “Não acho que seja cabível, e acho que é um desserviço para o Brasil, qualquer ação que constitua provocação, violência e atos de vandalismo de qualquer espécie. Então, eu faço um apelo pela paz e pela democracia”.

A última grande manifestação contra o governo Dilma Rousseff, em março de 2015, levou muitas pessoas às ruas em todo o Brasil. Não houve, no entanto, registros de violência pelas polícias locais.

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