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14/10/2013 - 10h41m

Médicos alertam para aumento nos casos de catapora na primavera

Agência Hoje 
Reprodução
Doença altamente transmissível, catapora exige maiores cuidados na primavera
Doença altamente transmissível, catapora exige maiores cuidados na primavera

São Paulo (Agência Hoje) - Os médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas estão alertando os pais para o aumento dos casos de catapora em crianças na faixa etária de zero a nove anos em São Paulo durante a primavera. Até julho passado, foram confirmados 2.168 diagnósticos positivos da doença e o crescimento já preocupa.

A catapora é uma doença que atinge principalmente crianças, mas adultos infectados com o vírus também podem ser afetados e nesses casos exigem maior rigor no tratamento e cuidados especiais, sobretudo se tiverem outras doenças associadas, pois eleva o risco de complicações.

Considerada pelos médicos como altamente contagiosa, a catapora se caracteriza pela presença de febre e de pintas vermelhas espalhadas em todo o corpo, que evoluem para crostas, até a cicatrização. Durante esse período, os sintomas são parecidos com os de um resfriado: febre e mal estar. A catapora é transmissível mesmo sem ter aparecido na pele.

De acordo com a infectologista do Emílio Ribas, Yu Ching Lian, após a contaminação, deve-se manter o resguardo em casa, com descanso e higiene adequada. “Crianças sem disfunção imunológica não precisam tomar nenhuma medicação especial. O ideal é lavar as lesões com sabão normal durante o banho, secar, não fazer uso de nenhum tipo de pomada e não fazer curativo”, explica a médica. 

Para pacientes que têm doenças como câncer e HIV, os médicos recomendam a internação imediata para tratamento adequado, evitando complicações maiores.

A médica explica, ainda, que os locais de maior contaminação do vírus em crianças são as escolas e creches. Por isso, após constatar a catapora, é importante afastar a criança de ambientes coletivos, procurar o médico, e começar a tratá-la imediatamente.

A vacina contra a catapora é a forma mais segura de prevenir a doença. A tetra viral – que também protege contra caxumba, rubéola e sarampo – é aplicada em crianças com 15 meses, após ter recebido a tríplice aos 12 meses. Caso a tríplice não tenha sido ministrada, basta procurar o posto de saúde mais próximo. Neste caso, a tetra viral é aplicada após 30 dias.

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