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12/08/2014 - 18h47m

Ministro da Saúde afirma: não queremos banir o sal, mas sim evitar o consumo em excesso

Agência Brasil/Paula Laboissière 
Reprodução
"O sódio é um componente importante na nossa saúde. O grande problema é o excesso", diz Arthur Chioro, ministro da Saúde

Brasília - Ao comentar os primeiros resultados do acordo voluntário com a indústria para redução do sódio em alimentos, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta terça-feira (12) que o objetivo da iniciativa não é banir o sal, mas evitar o consumo em excesso. "O sal faz parte dos nossos hábitos alimentares.

"O sódio é um componente importante na nossa saúde. O grande problema é o excesso. Não se tratar de banir o sal da alimentação, mas de fazer com que tenhamos uma diminuição tanto nos produtos industrializados quanto naqueles aos quais adicionamos sal no dia a dia", disse Chioro.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no período 2011-2012, foram reduzidas 1.295 toneladas de sódio em três tipos de alimentos: pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo. O brasileiro consome em média 12 gramas de sódio por dia, quando o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é que o consumo não ultrapasse 5 gramas.

"Apenas 15% da população brasileira acham que fazem uso abusivo de sal, ou seja, a população acha que consome uma quantidade de sal que não é prejudicial à saúde. O inquérito que foi feito demonstra que fazemos um consumo excessivo de sal, muito acima da recomendação da Organização Mundial da Saúde", o ministro.

O presidente da Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), Edmundo Klotz, acredita que a meta de reduzir o consumo de sal a 5 gramas até 2022 será "tranquilamente superada". Klotz lembrou os avanços já alcançados, por exemplo, na redução da gordura trans dos alimentos industrializados. "Tiramos ela completamente do mercado. Sobrou apenas um residual de 1% ou 2%", afirmou.

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