Moradores de Alhandra voltam a usufruir da água graças a projeto - Hoje São Paulo
São Paulo, SP, 21/08/2018
 
02/10/2014 - 17h36m

Moradores de Alhandra voltam a usufruir da água graças a projeto

Agência Hoje 
Reprodução
Membros do Projeto Rondon constroem tubo de captação de água.
Membros do Projeto Rondon constroem tubo de captação de água.

São Paulo (Agência Hoje/Fernanda Godinho) – Estudantes da USP de São Carlos e participantes do Projeto Rondon levam à cidade de Alhandra, na Paraíba, a chance de ter água todos os dias, já que a escassez apenas permite que os moradores a tenham somente três vezes por semana e por pouco tempo. O projeto constitui na criação de um sistema de captação pluvial e armazenamento da água.

André Shandar Prata, engenheiro civil e membro do Rondon, explica que foi construída uma calha com tubo de queda que direciona a água das chuvas para um tambor equipado com uma torneira. Pela cidade ser banhada com chuva freqüentemente, o tambor estará sempre cheio.

O Projeto selecionou oito estudantes da USP para ir à Alhandra colaborar com o empreendimento. Foram realizadas oficinas nas áreas de meio-ambiente, educação, produção, comunicação e tecnologia. A cidade recebeu com afeto os integrantes e estudantes, conta Ponti Junior, coordenador do projeto. A gratidão dos moradores guiou a sensação de que os colaboradores estavam realizando uma obra incrível.

O Projeto Rondon, dirigido pelo professor do Instituto de Ciências Matemática e Computação, Moacir Ponti Junior, tem como objetivo a integração social em todo o território nacional e conta com a participação de universitários de todo país, contribuindo com o desenvolvimento sustentável e para a melhoria de vida da população de áreas carentes, ampliando o bem-estar da nação.

Tradicionalmente, as ações do Projeto acontecem nas férias de meio do ano, e os convites são divulgados pelo Ministério da Defesa. Este ano já conta com a realização de duas operações: Guararapes, que atingiu vinte municípios nos estados Pernambuco, Paraíba e Alagoas; e Catopé, envolvendo treze municípios de Minas Gerais. Nesse período, além da implantação de armazenamento pluvial, foram realizadas outras atividades, como caça ao tesouro ecológico, horta comunitária, oficinas sobre compostagem e purificação da água e minicursos de informática e fabricação de sabão.

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